São Paulo - Antes de estrear na equipe profissional, o atacante Robinho já era comparado ao maior jogador de futebol de todos os tempos. Enquanto a maior parte dos críticos acha precipitada a comparação, alguns não têm receio algum em anunciar o surgimento do novo Rei do Futebol.
Ontem, Luiz Fernando Verissimo afirmou que Robinho é o próprio Atleta do Século. ''Chamem os sacerdotes, é ele de novo. Não outro Pelé. O mesmo Pelé, em outra embalagem.''
Robinho já recebeu milhares de elogios, mas Verissimo é o primeiro a coroá-lo como rei. Precipitação? Talvez. Numa crônica do dia 8 de março de 1958, intitulada ''A Realeza de Pelé'', Nelson Rodrigues elegeu o jovem jogador, de 17 anos, como o personagem da semana e, pela primeira vez na história, chamou o santista de rei.
O cronista Armando Nogueira, comedido, diz que Robinho ainda é muito novo, jogou pouco, e tem de fazer muito ainda para provar que pode chegar perto de Pelé. ''Não se pode comparar um jogador com 15 minutos de futebol com outro que fez 15 séculos de futebol.'' O comentarista esportivo Ruy Carlos Ostermann considera a comparação apressada. ''É compulsão nacional a tentativa de reabrigar um gênio'', avalia.
Pepe e Abel, ex-atletas da época de ouro do Santos, viram de perto a trajetória do Atleta do Século e consideram absurda a comparação. ''Robinho não é Pelé, e nunca vai ser'', diz Pepe. ''A semelhança entre eles é que os dois fazem a diferença dentro de campo, são craques, mas igual ao Pelé não vai ter mais ninguém'', acrescenta Abel.

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