São Paulo - A contratação do atacante Robinho gerou euforia no no Manchester City, e principalmente no técnico Mark Hughes, mas também provocou duras críticas do presidente do Real Madrid, que insinuou que o brasileiro é movido apenas pelo dinheiro.
Robinho, que chegou a convocar uma entrevista coletiva para dizer que queria se transferir para o Chelsea, acertou na noite de segunda-feira com o City, momentos antes de a janela de contratações européia ser fechada. Para contar com o atleta, o clube inglês vai pagar 42 milhões de euros, além de pagar salários de 6 milhões de euros anuais ao atleta durante quatro temporadas.
''Estou absolutamente encantado em ter a oportunidade de trabalhar com um jogador do incrível talento do Robinho. Sempre disse que, se quiséssemos competir com as melhores equipes da Pemier League, deveríamos obter do mercado jogadores deste calibre. E Robinho é, indiscutivelmente, um dos melhores jogadores do mundo'', disse Hughes.
O site oficial do clube inglês chama Robinho de ''Braziliant'', trocadilho em inglês com as palavras ''brasileiro'' e ''brilhante''. A página do time informa ainda que o atacante vai assumir a camisa 10 da equipe.
Por outro lado, o presidente do Real Madrid, Ramón Calderón, fez críticas à atitude do atleta, que forçou sua saída do clube espanhol. ''Vendemos o Robinho por razões de índole humana. O fato de ele ter aceitado uma oferta do Manchester City mostra que a motivação que tem não é esportiva'', comentou. ''Ele tem um problema de ânimo importante. Cada vez que conversávamos, ele chorava e me pedia para sair. O que passa com ele não é algo esportivo''.

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