Dortmund - O semblante de Robinho depois da partida contra o Japão dizia tudo: ele está ganhando uma vaga no time titular do Brasil. Na zona mista, local em que os jogadores falam com a imprensa após os jogos, Robinho sorria, respondia pergunta após pergunta sem reclamar, com a felicidade estampada no rosto. Ele era, naquele momento, o anti-Adriano.
O atacante da Internazionale, por sua vez, escancarava em seu rosto a decepção provocada por um jogo inteiro no banco de reservas. Seu semblante também dizia tudo: ele está perdendo sua vaga entre os 11 titulares da seleção. Adriano fechou a cara e saiu do Westfalenstadion sem abrir a boca. Um silêncio que valeu mais do que mil palavras.
Robinho, em compensação, falou muito. Ele está a cada dia mais à vontade na seleção. Nem parece que é o mais novo da equipe. O craque revelado pelo Santos não quer confusão e, por isso mesmo, não se atreve a falar sobre suas chances de começar jogando contra Gana. Mas ele sabe que deu conta do recado hoje com categoria. ''No contexto geral, eu fiz aquilo que o Parreira pediu. Cheguei bem no ataque, chutei no gol e também voltei para marcar'', avaliou Robinho.
Só faltou um golzinho para Robinho sair de campo consagrado de vez. E não faltaram boas tentativas. No primeiro tempo, ele exigiu duas ótimas defesas do goleiro Kawaguchi. Desde a estréia do Brasil na Copa, contra a Croácia, Robinho tem tentando marcar seu primeiro gol em Copas do Mundo, mas sempre encontra um obstáculo no caminho. Quando não é o goleiro adversário, é a trave. ''Não fico chateado por não ter conseguido marcar um gol. Ele vai sair na hora certa.'' (Agência O Globo)

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