Robinho: coletiva para amenizar conflito
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domingo, 03 de julho de 2005
Agência Estado 
Santos - Não há mais clima para Robinho continuar no Santos. A coletiva que o jogador convocou para hoje, quando anunciará que cumprirá o seu contrato até o fim, é apenas parte da estratégia para impedir que os dirigentes da Vila Belmiro o transformem em vilão diante da torcida.
Ingratidão. Esse foi o termo que a tropa de choque da diretoria santista escolheu para destruir a imagem de Robinho. O pontapé inicial foi dado pelo radialista e apresentador Armando Gomes, da TV Santa Cecília, da família do presidente santista, Marcelo Teixeira. Na quarta-feira, logo depois de Robinho ter aparecido no Jornal Nacional falando como jogador do Real Madrid, Gomes criticou o comportamento dele, fazendo pesadas insinuações sobre o craque.
Robinho foi informado ainda na Alemanha, telefonou para Armando, querendo explicações pessoalmente. Na sexta-feira, o apresentador registrou queixa de ameaça num distrito policial de Santos. O que foi dito sobre Robinho teria sido repetido ao jogador, na presença de Gilvan (seu pai), Wagner Ribeiro (procurador), Norberto Moreira (vice do Santos), Luís Henrique de Menezes (gerente de futebol) e o técnico Gallo na reunião de sexta-feira.
Robinho tentou justificar a entrevista à TV Globo em Frankfurt, alegando que acreditava que o Real havia chegado ao valor que o Santos exigia (US$ 25 milhões) e que Teixeira cumpriria a promessa que fez no começo do ano de vendê-lo em julho, após a participação do clube na Copa Libertadores.


