Roberto Frizzo perde força no comando do futebol do Palmeiras
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Daniel Batista <br>Agência Estado 
São Paulo - O vice-presidente Roberto Frizzo, que até pouco tempo batia no peito e dizia mandar sozinho no futebol do Palmeiras, a cada dia perde força e também o respaldo até de quem o apoiou durante as eleições no clube. A contratação do atacante argentino Hernán Barcos, pedida pelo técnico Luiz Felipe Scolari, mas feita contra a sua vontade, foi a última derrota do cartola.
Alguns conselheiros ironizam o momento do dirigente e o comparam à Rainha Elizabeth, da Inglaterra. ''Ele atualmente é uma figura decorativa na diretoria. O Sampaio (César Sampaio, gerente de futebol do clube) e o Felipão são os comandantes agora'', disse um sócio do clube, que votou na chapa encabeçada pelo presidente Arnaldo Tirone nas eleições do clube.
Frizzo adota publicamente a postura de fingir que nada está acontecendo. Sempre que perguntado sobre sua situação, ele diz que está tudo bem e que seu relacionamento com Felipão é bom. Por isso, nega vontade de deixar a diretoria. ''Por que eu sairia? Estou bem aqui. Desafios fazem parte da vida'', afirmou o vice-presidente de futebol do Palmeiras.
Como foi eleito, Frizzo não pode ser afastado do cargo de vice-presidente. O que Tirone poderia fazer é deslocá-lo para em outra área do clube, como o setor administrativo ou financeiro, afastando-o do comando do futebol. Mas o presidente palmeirense tenta amenizar a crise sem precisar remanejar o dirigente, porque Frizzo é seu aliado político e foi um dos grandes responsáveis pela vitória na eleição, por ter (ou tinha) muitos amigos entre os sócios.


