Roberto de Andrade: 'Não foi sorte nenhuma, não'
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Agência Estado 
Assunção - O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, negou qualquer facilidade que o time poderá ter na fase de grupos da Copa Libertadores do próximo ano. Pelo sorteio, realizado na noite de terça-feira, a equipe paulista enfrentará adversários mais fáceis em comparação às chaves dos rivais Palmeiras e Grêmio.
"Não foi sorte nenhuma, não", disse o dirigente em entrevista ao canal Fox Sports. "Não vejo facilidade em jogo nenhum. São todos difíceis. Você precisa estar com time forte para encarar tudo isso. Já tivemos alguns dissabores nos outros anos, como o Guarani e o Tolima. Às vezes acabamos tendo problemas onde não achamos que teríamos. Vamos nos preparar porque não existe moleza", alertou.
No Grupo 8, o Corinthians enfrentará o Cerro Porteño, do Paraguai, e o Cobresal, do Chile. Mas a maior preocupação do presidente corintiano é o possível confronto com o Independiente Santa Fe, atual campeão da Copa Sul-Americana. O time colombiano disputa a fase preliminar ainda e precisa vencer o Oriente Petrolero, da Bolívia, para entrar na chave do Corinthians.
"O Santa Fe ainda precisa ganhar (na preliminar), mas foi campeão da Sul-Americana", destacou. "Tem ainda o Cerro, que também é difícil. Se engana quem achar diferente", disse Roberto de Andrade.
Para o presidente, o Corinthians terá de apresentar maior regularidade em 2016 para superar a decepção deste ano, quando caiu nas oitavas de final, diante do modesto Guaraní, do Paraguai.
"Tem que ter regularidade no torneio inteiro, não adianta fazer campanha exuberante na chave e, no mata-mata, jogar um futebol menor e sair. Temos de jogar o suficiente para nos classificarmos. E, no mata-mata, tem de ganhar de todo mundo para chegar ao título", afirmou.
O diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, classificou o grupo do time na Copa Libertadores como "equilibrado". A chave é considerada uma das mais difíceis da competição, contando também com o tradicional Nacional, do Uruguai, e o Rosario Central, da Argentina.
"É uma chave equilibrada, são adversários que têm muitas semelhanças, em termos de história e tudo. A gente sabe que jogar na Argentina é sempre muito difícil. E o Nacional tem grande história na Libertadores", avaliou Mattos, em entrevista ao canal Fox Sports.
O quarto time do Grupo 2 sairá do confronto entre River Plate, do Uruguai, e Universidad de Chile, válido pela fase preliminar.
Na sua avaliação, o maior benefício para o Palmeiras nesta fase de grupos será a distância pequena para jogar fora de casa. O time paulista deve acumular a menor quilometragem entre as equipes brasileiras na Libertadores. "O lado bom são as poucas viagens, mais tranquilas", declarou Mattos.


