O lateral do Real Madrid e da Seleção Brasileira, Roberto Carlos, 25 anos, esteve em Curitiba para ‘‘pagar uma dívida’’ ao Atlético. Ele visitou ontem as obras da Arena da Baixada e conheceu também o CT do Caju, conforme prometido à diretoria do rubro-negro há dois anos.
Bem humorado e acompanhado do seu empresário Oliveira Júnior, Roberto Carlos chegou ao estádio Joaquim Américo às dez horas da manhã. Trajando bermuda, camisa e tênis, percorreu durante 30 minutos as obras deste que será um dos estádios mais modernos do país, segundo ele.
Impressionado com grandiosidade da obra, Roberto Carlos disse, brincando, que um dia pretende jogar ali. ‘‘Sempre sonhei em jogar no Santos, por causa do meu pai, mas até lá se o Atlético fizer uma boa proposta...’’ As brincadeiras acabavam quando o assunto era a seleção brasileira. Antes do contato com os repórteres, o empresário do jogador avisou que ele não iria responder nenhuma pergunta sobre seleção, Ronaldinho ou Copa do Mundo.
Roberto Carlos disse que a Baixada, quando ficar pronta, não vai dever nada para estádio algum. Ele elogiou a diretoria atleticana, que projetou o estádio pensando no conforto do torcedor. ‘‘Fico feliz em saber que os clubes brasileiros estão se estruturando e principalmente pensando no torcedor, que é a razão do espetáculo.’’
Depois de conhecer a Arena, Roberto Carlos foi ao CT do Caju. Lá, ele verdadeiramente se deslumbrou com os 250 mil metros quadrados do Centro de Treinamento atleticano. ‘‘Deste tamanho nunca vi igual.’’
Ciceroneado pelo presidente afastado do Atlético, Mario Celso Petraglia, ele percorreu as instalações do CT e ficou impressionado com o centro de fisioterapia para recuperação de atletas machucados. ‘‘Nem o Real Madrid tem isso’’, disse. Roberto Carlos embarca amanhã para a Espanha, mas prometeu voltar para a inauguração da Baixada.

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