São Paulo - Com atitudes cada vez mais confusas durante o dia, o lateral esquerdo Roberto Carlos deixou acertada a sua saída do Corinthians. Ainda falta um acordo sobre as condições financeiras para o negócio se concretizar. Representantes do clube e do jogador estiveram reunidos ontem à tarde para discutir o destino do jogador.
Roberto Carlos manifestou desejo de sair desde quinta-feira. Disse sofrer ameaças por telefone contra ele e sua família, além de perseguição de seu carro na cidade.
Desde a eliminação da Libertadores, o atleta é um dos mais criticados pela torcida. Por isso, pediu a rescisão.
Tanto que, ao final da tarde, o presidente Andres Sanchez considerava praticamente certa a saída do lateral esquerdo. Só não confirmou a rescisão porque faltam acertos contratuais.
Ontem eram discutidos os dez salários restantes do jogador - R$ 300 mil por mês. Também se conversava sobre os acordos de marketing entre as duas partes, como o bonequinho de Roberto Carlos.
Por isso, não houve nenhuma confirmação oficial do rompimento até as 19h30. Isso deve ocorrer hoje, em entrevista de Andres pela manhã.
O destino do jogador foi incerto durante o dia porque ele deu entrevistas dizendo que ficaria no Corinthians. ''Não vou sair. Está tudo tranquilo. E vamos continuar'', afirmou ao ex-colega de seleção Rivaldo. A outras pessoas fez o mesmo discurso de que ficaria no clube.
Mas, posteriormente, o jogador não apareceu no treino no CT do Corinthians. Pediu e foi liberado da atividade.
No mesmo momento, o procurador do jogador, Fabiano Farah, e o diretor adjunto de futebol, Duílio Monteiro de Alves, reuniam-se.
No dia anterior, o Corinthians já havia preparado a documentação jurídica para uma possível rescisão.
Apesar de dizer que gostaria de ficar com Roberto Carlos, os dirigentes não fizeram força para mantê-lo. Cartolas diziam que, se ele não estivesse satisfeito, deveria deixar o clube para ficar tranquilo. Mas a segurança do clube desconhecia qualquer pressão de torcedores sobre ele.

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