Teresópolis - Iniciar a disputa de uma Eliminatória de Copa do Mundo já é o suficiente para motivar qualquer jogador da seleção, mas para o lateral-esquerdo Roberto Carlos, a partida de hoje contra os colombianos terá um ''sabor especial''. O jogador do Real Madrid completará 100 jogos com a camisa do Brasil, em 11 anos defendendo a equipe.
Roberto Carlos não escondeu a felicidade com a marca, principalmente porque conseguiu construir uma trajetória vitoriosa dentro da seleção. Afinal já acumulou 114 convocações, atuou por 8.495 minutos e marcou seis gols. Desde a primeira vez em que foi relacionado, em 2 de fevereiro de 1992, o então promissor jogador do União São João mantém a humildade e a eficiência que sempre o caracterizou.
''Com a notícia de que tinha 99 jogos pela seleção tive a certeza de que tudo o que acontece na minha vida tem um propósito. Principalmente, porque poderia ter atingido a marca de 100 jogos em um amistoso'', disse Roberto Carlos, que estreou em um amistoso contra os Estados Unidos em Fortaleza. O Brasil venceu a partida por 3 a 0. ''Acontecer em uma estréia de Eliminatória é um sinal de que esta competição vai ser maravilhosa.''
Rivaldo Voltar a brilhar é o desejo do meia Rivaldo, do Milan, que para atingir seu objetivo utilizará a seleção brasileira. O jogador não estava atuando por causa de uma contusão muscular e revelou que a confiança recebida do técnico Carlos Alberto Parreira está sendo fundamental à sua recuperação técnica. O apoio recebido também aumentou a motivação para a partida de hoje.
''Estar na seleção já é uma motivação. E com a confiança do Parreira em meu futebol aumentou ainda mais'', afirmou Rivaldo. ''Sempre me dei bem por todos os clubes que passei, somente no Milan estou enfrentando dificuldades.'' E Parreira corroborou as palavras de Rivaldo. O treinador enalteceu as qualidades do atacante do Milan e ainda frisou que o jogador nunca recebeu o reconhecimento que merece.
''Ele fez sucesso no La CoruÀa, foi campeão no Barcelona e também pela seleção. Realizou um excelente desempenho na Copa de 1998 e também em 2002'', observou Parreira. ''O Rivaldo é um vencedor e nunca recebeu o valor devido. Claro que contamos com ele.'' (A.E.)

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