São Paulo - Uma proposta milionária do futebol dos Estados Unidos, aliado à perseguição e ameaças de torcedores, pode abreviar a relação entre Roberto Carlos e Corinthians. O futuro do lateral-esquerdo deve ser definido até segunda-feira. Hoje, o presidente Andrés Sanchez retorna da Europa e aguarda uma reunião com o empresário do jogador.
Fabiano Farah, que também é agente de Ronaldo, deverá apresentar à diretoria corintiana uma proposta do Los Angeles Galaxy, time do inglês David Beckham, que fez amizade com Roberto Carlos quando os dois jogavam no Real Madrid. O jogador de 37 anos já comentou a amigos que a proposta financeiramente é boa para ele e que o clima que tomou conta do Corinthians com a eliminação na Libertadores pode contribuir para a saída.
O contrato de Roberto Carlos com o Corinthians termina no final de 2011. Diferentemente de Ronaldo, Roberto não tem nenhum vínculo com departamento de marketing com o clube. Para que ele saia antes do final do ano, basta que ele se acerte com o Corinthians, tentando uma rescisão de contrato alegando falta de segurança para trabalhar. Ou que a saída dele seja negociada, com o pagamento de uma multa rescisória.
''O Corinthians não recebeu nenhuma proposta por Roberto Carlos. E se isso acontecer nas próximas horas, vamos sentar e conversar. Não posso nem falar em valores de quanto receberíamos se ele saísse. Isso é um fato novo'', disse o diretor de futebol Roberto de Andrade.
Ontem, o diretor adjunto de futebol, Duílio Monteiro Alves, disse que conversou com Roberto Carlos antes do treino. O dirigente disse que o jogador realmente tem preocupações com os atos de vandalismo que ocorrem no CT e que o lateral-esquerdo confirmou que tem recebido ameaças.
Roberto Carlos manifestou o desejo de sair pela primeira vez ontem, antes do treino, em entrevista ao site Lancenet. ''Estou repensando algumas coisas, estruturando minha segurança. Estou sendo muito ameaçado por telefone e minha família também'', disse o lateral.
O clima entre Roberto Carlos e a torcida azedou logo após a eliminação na Libertadores. O que mais chateou o lateral, além claro das ameaças, foi ter sido chamado de ''pipoqueiro'' por ele ter ficado de fora do jogo decisivo contra o Deportes Tolima.

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