Roberto Braatz já mira Copa América de 2011
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quinta-feira, 08 de julho de 2010
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
O filho mais famoso de Marechal Cândido Rondon (90 km a oeste de Cascavel) retornou para a casa após 40 dias fora e já faz planos. O auxiliar Roberto Braatz mal digeriu sua primeira participação em uma Copa do Mundo e já traçou seu novo objetivo: quer atuar na Copa América do ano que vem, que será disputada na Argentina.
Braatz desembarcou em Rondon na terça-feira e teve uma calorosa recepção na cidade. Aos 42 anos, ele teve a primeira e única chance de trabalhar no Mundial, junto com os gaúchos Altemir Haussmann, também auxiliar, e Carlos Eugênio Simon, que apitou sua terceira Copa do Mundo.
Como tem somente mais dois anos e meio de carreira - a Fifa limita em 45 anos a idade dos árbitros e auxiliares -, ele sabe que não poderá bandeirar mais nem no Mundial de 2014, nem na Copa das Confederações, em 2013, ambas no Brasil. Assim, sua meta é estar em campo na Argentina, já que a Copa América é uma competição inédita para ele. ''É uma meta e um sonho'', confessou o sempre bem-humorado Braatz, negando que penduraria a bandeira antes do fim de 2012. ''Enquanto eu estiver em condições de manter o nível atual, eu continuo trabalhando. Aprendi com a Fifa a me preparar de forma mais específica e isso ajuda muito''.
O trio brasileiro vivia a expectativa de ser escalado para um dos dois jogos da semifinal ou até mesmo da decisão da Copa, principalmente após a eliminação do Brasil, nas quartas-de-final, diante da Holanda, o que não ocorreu. ''Havia aquele clima pós-eliminação brasileira. Falou-se muito, várias especulações de bastidores, mas não aconteceu. São coisas naturais'', minimizou.
Mas isso não tirou a alegria do auxiliar paranaense. Ele tratou de aproveitar cada momento dos dias que passou na África do Sul, principalmente dos dois jogos em que trabalhou: Inglaterra x Estados Unidos e Alemanha e Gana. ''Fizemos duas partidas e fomos muito bem. Fomos muito elogiados pela Fifa, pela crítica nacional e internacional'', disse.
Braatz também não escondeu que viveu momentos de muita ansiedade antes de entrar em campo, principalmente na partida entre inlgeses e americanos. ''Esse jogo tinha todo um clima especial, havia tensão por causa de possíveis atentados (terroristas) e deu um friozinho na barriga até entrar em campo, mas, com 5, 10 minutos, já estava adaptado e fiquei tranquilo. Estava ciente da nossa capacidade, do momento bom que o trio passava'', revelou, ressaltando sua peculiar calma em momentos tensos. ''Quanto mais dificuldades, mas me adapto. Fiquei muito tranquilo, mesmo sabendo que tinha gente do mundo todo me olhando''.


