Robert Scheidt vai comemorar o tricampeonato Mundial em um churrasco com os amigos, em São Paulo, está pensando em umas férias curtas, mas já planeja o futuro: quer ser bicampeão olímpico, em Sidney, no ano 2000. Está preocupado em manter os patrocínios do Bingo Augusta e da Owens Corning. Lembra que depois da medalha de ouro ganha na Olimpíada de Atlanta ficou sem patrocinador. ‘‘Quero ter tranquilidade para continuar ganhando’’, afirma. ‘‘Tenho 24 anos e acho que até os 27, a melhor fase de um atleta, posso disputar os títulos.’
A classe Laser ainda terá mais três mundiais - o do ano que vem da Internacional Sailing Federation (Isaf), em Dubai, para várias categorias da vela -, antes da Olimpíada do ano 2000 e um campeonato Pan-Americano, o de Winnipeg, Canadá, em 1999. ‘‘É quase impossível’’, afirma, sobre a possibilidade de conseguir ganhar todos esses títulos. ‘‘Para ir a Olimpíada eu ainda vou ter de me classificar em uma seletiva no Brasil’’, lembra. ‘‘Mas acho que eu tenho chance’’, confessa. ‘‘Seria demais’’.
O técnico Cláudio Biekarck está seguro de que o iatista tem todas as condições para ficar no topo do ranking da Laser até 2000. Acha que Scheidt ainda pode ser melhor, aperfeiçoando a largada. A próxima competição de Robert será o Campeonato Brasileiro, em Florianópolis, em janeiro de 1998.
TalentoRobert Scheidt consegue ser o melhor do mundo em uma classe do iatismo, a Laser, em que os barcos são standard, iguais para todos, distribuídos pela organização dos torneios. Sem a ajuda da tecnologia - é proibido, por regulamento, mexer nos barcos - os competidores passam a ter as mesmas possibilidades de vitória. O que, então, faz de Scheidt um ganhador? Puro talento. Além de muito trabalho e autoconfiança.

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