Não existe palavra melhor para definir um confronto entre Brasil e Argentina do que rivalidade. Não importa a modalidade, se brasucas e hermanos estão em campo, quadra, ou onde quer que seja em lados opostos, o embate promete fortes emoções e muita tensão. E hoje é um dia desses. Brasil e Argentina decidem, às 15 horas, a última vaga nas quartas de final do Mundial de Basquete, disputado na Turquia.
Se no futebol os brasileiros andam se dando melhor nos últimos anos, no basquete vem ocorrendo o inverso. Enquanto o Brasil acumula fracassos e não sabe o que é disputar uma Olimpíada desde Atlanta-96, a Argentina faz o caminho contrário e vive uma década de comemorações, com um vice-campeonato mundial, em Indianápolis-2002, e um ouro olímpico, em Atenas-2004.
O principal responsável pelo crescimento de ''los hermanos'' no basquete masculino estará hoje do lado brasileiro da quadra. O técnico Rubén Magnano foi contratado para resgatar o basquete brasileiro e um triunfo sobre suas crias, hoje, seria um grande passo para ter sucesso em sua missão.
Ele, melhor do que ninguém, sabe como neutralizar os argentinos. O primeiro passo foi jogar de forma parecida como eles. Se antes o time brasuca tinha pressa em definir a jogada, o que acarretava em muitos erros, hoje, essa bola é trabalhada, passa pela mão dos cinco jogadores em quadra, até chegar o melhor momento para o arremesso. O que os argentinos aprenderam com os europeus. ''O basquete argentino olha há muito tempo para o europeu. Agora tento implementar essa leitura no Brasil'', afirmou Magnano, em entrevista ao diário Lance!.
Os dois times terão reforços em quadra para o confronto. Do lado verde e amarelo, o pivô Anderson Varejão deve começar jogando e permanecer em quadra por mais tempo. Ele vem de lesão e pouco jogou até agora no torneio. Já do lado alviceleste, o pivô Fabrício Oberto ficou de fora da equipe por causa de uma infecção intestinal e jogou apenas na partida de estreia, contra a Alemanha.
Além disso, os dois times disputam o mundial desfalcados. A Argentina não conta com o armador Manú Ginóbili, que pediu dispensa para acompanhar o nascimento da filha, e do ala Fabricio Nocioni, cortado uma semana antes da competição por causa de uma lesão na coxa esquerda. Quem também foi cortado às vésperas do Mundial foi o pivô brasileiro Nenê Hilário.
Há três semanas, os dois times se encontraram quando o Brasil foi derrotado pela Argentina em LogroÀo, na Espanha, em amistoso preparatório para a competição, por 77 a 73.

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