São Paulo - Um dos jogos mais esperados da atual edição do Campeonato Brasileiro acontece hoje, a partir das 16 horas, no Morumbi. Líder do campeonato, o Palmeiras terá pela frente um grande rival na luta pelo título, o São Paulo, que iniciou a rodada na terceira colocação, a quatro pontos do rival (40 a 36).
Não bastasse toda a rivalidade entre as equipes, o jogo marcará o reencontro do técnico Muricy Ramalho, atualmente no Palmeiras, com o São Paulo, time que levou à conquista do tricampeonato brasileiro.
Pela divisão das torcidas no clássico, Washington deverá ser o centroavante mais ovacionado no Morumbi. Mas não será surpresa se Obina ganhar aplausos mais entusiasmados da minoria palmeirense. Os artilheiros de São Paulo e Palmeiras no Campeonato Brasileiro, com sete e nove gols, respectivamente, inverteram as expectativas desde suas chegadas aos clubes até agora.
No caso do folclórico camisa 28 do Parque Antarctica, a relação que começou envolta em desconfiança se transformou em uma quase dependência. ''Minha fase é boa porque eu quis que fosse assim. Eu me dedico mais tempo após os treinos praticando finalização e penalidades'', disse Obina, que precisou perder alguns quilos a mais após sua chegada.
Fora os gols, a raça que é peculiar a Obina cativou a torcida. De quebra, ele cavou um lugar na equipe titular do então treinador Vanderlei Luxemburgo. Com Muricy Ramalho não é diferente. Ele só não atuou em 2 dos 7 jogos com o atual técnico porque estava lesionado.
Curiosamente, Obina foi anunciado pelo clube em 25 de maio, um dia após o empate sem gols contra o São Paulo, pelo primeiro turno do Nacional.
Dos rótulos de xodó e de vilão que trouxe do Flamengo, o segundo parecia o que colaria nele, devido ao prolongado jejum de gols - não marcava um desde novembro do ano passado. Na segunda partida vestindo a nova camisa, porém, o atacante quebrou a incômoda escrita. E, desde então, passou a ser querido pelos palmeirenses.
Já Washington iniciou o ano como a principal contratação do São Paulo para a temporada. O presidente do clube, Juvenal Juvêncio, disse à época que tentava havia quatro anos contar com o camisa 9 em seu time. Vindo do Fluminense, o atacante chegou com alguns títulos: foi artilheiro de quatro competições nesta década (dois Brasileiros, um Paulista e uma Copa do Brasil) e carrasco do São Paulo em 2008, quando um gol seu eliminou o time do Morumbi da Libertadores.
Apesar de um começo promissor, Washington não se tornou ídolo. E, após ser o artilheiro da equipe no Paulista, com 12 gols, seu desempenho caiu. Nessa fase ruim, perdeu o status de intocável e foi para o banco. Há 40 dias, recuperou a titularidade. Porém ainda é frequentemente substituído por Borges durante as partidas.
E, mesmo artilheiro do São Paulo neste ano, com 22 gols em 41 jogos - média inferior às suas próprias expectativas -, Washington ainda não fez as pazes com a torcida, que o vaia com frequência quando o artilheiro perde uma bola ou é flagrado em impedimento.

mockup