Edmundo Leite
Agência Estado
De Londrina-PR
O tradicional clima de rivalidade entre Brasil e Argentina já começa a tomar conta do Pré-Olímpico. Os jogadores da Seleção Brasileira tiveram ontem que responder às primeiras provocações dos tradicionais adversários.
‘‘Falar é fácil. A Colômbia também falou, falou...’’, disse o zagueiro Álvaro, lembrando as declarações do técnico colombiano Javier Alvarez antes da goleada de 9 a 0 de anteontem. ‘‘Não tenho que falar da Argentina, tenho que falar do meu grupo, que está ganhando uma identidade forte’’, continuou Álvaro.
Mas Álvaro também não perdeu a oportunidade de provocar os argentinos. ‘‘Também tenho um papagaio em casa que fala muita besteira’’. Mozart concordou com o colega. ‘‘Futebol não se ganha fora de campo’’, disse.
Todos, porém, reconhecem a dificuldade que é enfrentar a Argentina, maior rival brasileiro no futebol. ‘‘Vai ser um jogo catimbado, truncado, decidido nos detalhes’’, afirmou Mozart. ‘‘É o jogo dos sete erros’’, definiu Lucas. ‘‘Quem errar menos vai ganhar’’, declarou.
Para o atacante, a goleada de anteontem não fez com que os brasileiros se achem os melhores da competição. Álvaro lembrou que de nada terá valido a goleada se a Seleção Brasileira não jogar bem as próximas partidas e não conquistar a vaga para as Olimpíadas do Chile.
Álvaro já enfrentou a Argentina três vezes e considera que essa será a partida mais importante de sua carreira até agora. Foram uma vitória, um empate e uma derrota.
O resultado negativo no Mundial Sub-20 da Malásia, foi a que mais marcou. ‘‘Estávamos bem na competição e perdemos de 2 a 0’’, contou Álvaro. Segundo ele, esse resultado mostra que contra a Argentina tudo é diferente. ‘‘A motivação é bem maior’’, diz o zagueiro brasileiro.

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