O gerente do Banco Comercial do Paraná, Renato Fernandes, era diretor do time. Não faltava dinheiro, ‘‘tanto é que o banco quebrou’’, diz Bernardelli em tom de blague. Segundo Osmar, a Cambaraense chegou a ‘‘comprar a zaga do Corinthians Paulista’’ formada por Bino, Carlito e Belacosa e foi ao Uruguai buscar um suposto craque, que ‘‘chegou aqui, não deu nada e foi ser cantador de bingo na zona do meretrício’’.
  Uma das memórias do Operário e seu ex-jogador, Waldemar Arantes, ainda mora em Cambará, e Alcides Vezozzo, que foi zagueiro, está em Londrina. O Operário limitou-se aos campeonatos do Norte Velho.
  Segundo Bernardelli, a rivalidade entre os dois times locais tinha também caráter político-partidário, com a Cambaraense aglutinando maior número de adeptos da UDN (União Democrática Nacional) enquanto os do PSD (Partido Social Democrático) preferiam o Operário. Dizia-se mesmo que um era da UDN e outro do PSD. Apesar da rivalidade, na década de 50, em 1963 a Cambaraense e o Operário se fundiram, originando o Cambará Atlético Clube, campeão do Norte Velho já naquele ano e que permaneceria disputando certames regionais até 1965. ‘‘Não tinha mais dinheiro’’, resume Bernardelli a nova conjuntura a partir da fusão. (W.S.)

mockup