Até os 32 minutos do primeiro tempo, Rivaldo esteve apagado na partida. Depois de seu gol, organizou a equipe e forçou a seleção brasileira a atacar até o fim do jogo. Mostrando oportunismo e boa colocação, o atacante só precisou encostar de leve na bola, com as reluzentes chuteiras brancas, para fazer seu segundo gol na Copa.
Com fama de nunca abrir a boca em campo, mesmo quando é preciso orientar os companheiros, Rivaldo deixou a timidez de lado e deu bronca nos poucos lances em que atacantes e defensores brasileiros falharam.
A camisa 10 da seleção, que, depois de ser usada por Pelé, tantas vezes foi motivo de preocupação dos jogadores do Brasil, parece que finalmente deixou de pesar. Aos 10 do segundo tempo Rivaldo lançou a bola no peito de Cafu. O lateral cruzou para Ronaldo, que embaixo do gol marcou o quarto do Brasil.
Depois das substituições no segundo tempo, Rivaldo tentou tabelar e deixar os jogadores na cara do gol. O jogador ficou pelo lado esquerdo, dando apoio a Roberto Carlos e ao driblador Denilson, junto com Ricardinho, que também forçou jogadas pelo setor.
Sem Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho no ataque e com Denilson aberto pela esquerda, Rivaldo tentou até dar uma de centroavante. (Agência Folha)

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