Rivaldo é desfalque certo na estréia
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terça-feira, 09 de dezembro de 1997
Agência Estado Riad 
France PresseCansadosRomário, Bebeto e Zé Roberto comemoram gol contra a África do Sul: Seleção viajou ontem e deve ter folga hoje A Seleção Brasileira deixou ontem de manhã a cidade de Johannesburgo, África do Sul, e viajou para a Arábia Saudita, depois de derrotar a seleção sul-africana pela segunda vez num período de 20 meses. A delegação fez uma escala em Jedah, já em território árabe, e em seguida foi para Riad, onde chegou à 1h10 (20h10 do Brasil).
Cansados pela viagem de pouco mais de nove horas, os jogadores terão uma folga e posteriormente iniciam os preparativos para a última competição oficial do ano, a Copa dos Campeões Continentais.
O time de Zagallo vai estrear sexta-feira, às 11h15 (horário de Brasília) contra a anfitriã Arábia Saudita. Rivaldo já é desfalque certo, pois só chegará a tempo para o segundo jogo, contra a Austrália, domingo, segundo acordo do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira com os dirigentes do Barcelona.
Zagallo já sabe das dores de cabeça que terá. A chegada dos jogadores europeus à Arábia acontecerá em dias diferentes. Para se ter uma idéia, além dos sete craques convocados da Europa e não liberados por seus clubes para o amistoso contra a África do Sul - casos de Ronaldinho, Rivaldo, Flávio Conceição, Cafu, Roberto Carlos, Juninho e Leonardo -, depois da partida de domingo os laterais Zé Roberto e Zé Maria foram desligados da delegação e tomaram rumos diferentes - o jogador do Real embarcou para Madri e o do Parma, para a Itália. Depois de defender seus clubes em copas européias, voltam a se juntar com os companheiros brasileiros em Riad.
A expectativa do técnico brasileiro é de que até quinta-feira todos os convocados estejam à disposição - exceto Rivaldo. Esse acordo da CBF com os dirigentes europeus nos trouxe prejuízos, insistiu Zagallo. Tínhamos uma idéia para o amistoso e tivemos de trilhar outros caminhos.
Zagallo evita, por motivos óbvios, entrar em atrito com o presidente da entidade, Ricardo Teixeira. Mas é evidente também que não gostou do que ele chamou de acordo e o supervisor Américo Faria de concessão aos clubes europeus. Mas essa é a nossa realidade, resignou-se o treinador.
A todos que acompanham a excursão da Seleção Brasileira, a versão oficial de acordo, após vários dias de negociações no eixo Paris-Marselha, na semana passada, não convenceu. Afinal, a entidade sempre se mostrou instransigente quando se trata de convocações. O que parece ter havido, de fato, é perda de poder de barganha por parte da CBF.
A entidade insistiu em trazer jogadores da Europa contra a vontade de seus clubes atuais para jogos considerados por eles como inexpressivos e esgotou a cota prevista pela Fifa no Estatuto do Atleta. Daí toda a confusão ocorrida na estada brasileira em Johannesburgo e, seguramente, prosseguirá nestes primeiros dias em Riad.


