Rivaldo, Alex e Djalminha juntos? 'É possível', afirma Luxemburgo
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segunda-feira, 10 de julho de 2000
Rogério Fischer Enviado a Foz do Iguaçu 
Os meias Rivaldo, Alex e Djalminha três dos jogadores mais habilidosos do futebol brasileiro podem atuar juntos na Seleção Brasileira. Foi o que admitiu ontem o técnico Wanderley Luxemburgo. O treinador não vê problema algum no fato de todos eles serem canhotos. É questão apenas de criar espaço para isso, disse Luxemburgo, pela manhã, no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu, onde a Seleção está treinando para os dois próximos jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. Se tiver que escalá-los juntos, não vejo nenhum problema.
Em Foz, onde se concentrou durante a vitoriosa campanha da Copa América-99, a Seleção Brasileira treinará para as partidas contra o Paraguai, dia 18, em Assunção, e contra a arqui-rival Argentina, dia 26, em São Paulo. Os argentinos lideram as Eliminatórias com 12 pontos em quatro jogos. Os brasileiros estão em segundo lugar, com oito pontos. Quatro equipes sul-americanas vão se classificar para o próximo Mundial, que será realizado no Japão e na Coréia.
Para que Alex e Djalminha fiquem encarregados da armação de jogadas, Rivaldo deverá ser escalado na vaga de um dos dois atacantes. E é justamente este setor que pode sofrer uma baixa inesperada: durante uma corrida pela pista de cooper do Hotel Bourbon, única atividade do grupo ontem, Ronaldinho Gaúcho voltou a sentir dores no joelho direito e é dúvida para o jogo em Assunção.
Poupado do treinamento da tarde, Ronaldinho ficou no hotel fazendo exercícios sob orientação do fisioterapeuta Luiz Alberto Rosan. O médico da Seleção, José Luís Runco, disse que o atacante sofreu um traumatismo no joelho durante o empate por 1 a 1 com o Uruguai, há duas semanas, no Rio. Uma ressonância magnética, realizada pelo departamento médico do Grêmio Portoalegrense, não acusou nada de grave, mas Ronaldinho sentiu dores enquanto corria ontem em Foz.
Para Runco, possivelmente trata-se de um processo inflamatório que poderá regredir com o tempo e a fisioterapia intensiva.
O tempo, aliás, é o grande adversário de Ronaldinho: amanhã será o Dia D para as pretensões do atacante em conseguir uma vaga entre os titulares contra o Paraguai. Se ele não evoluir satisfatoriamente até quarta-feira, a sua participação no primeiro jogo estará comprometida, afirmou o médico da Seleção, abrindo a possibilidade de um corte. Neste caso a Comissão Técnica irá avaliar se compensa mais recuperá-lo para a partida contra a Argentina ou convocar para o seu lugar alguém em condições de ajudar o grupo já contra o Paraguai.
O grupo de 22 jogadores da Seleção só estará completo na quinta-feira, quando chegam a Foz o goleiro Dida e o zagueiro Roque Júnior, ambos do Milan, da Itália. Amanhã é esperada a chegada do lateral-direito Evanílson, do Borussia Dortmund, da Alemanha.
Luxemburgo disse ontem que a ausência dos jogadores atrapalha um pouco a preparação da equipe. Seria bem melhor se estivéssemos com o grupo completo. O treinador não se mostrou preocupado com o fato de a dupla de zaga da Seleção, contra o Paraguai, terá de ser diferente da que vinha jogando Antônio Carlos está suspenso e Aldair, aposentado após sucessivas falhas. Roque Júnior deve ser titular ao lado de Edmílson ou Fábio Luciano. Espero que, mesmo com o pouco tempo para treinamento, a qualidade dos jogadores supere o problema da falta de entrosamento.


