Rival duvida que Rincón jogue; Corinthians recorre a psicóloga
Agência Estado
De São Paulo e BH
O esforço dos médicos do Corinthians em recuperar o volante Rincón para a partida de domingo não convence os jogadores do Atlético-MG. Eles acham impossível o colombiano estar em campo na segunda partida decisiva, após ter sofrido uma lesão muscular no jogo de domingo passado. Para os atleticanos, tudo não passa de jogo de cena do adversário. O Rincón só joga por milagre, aposta o volante Valdir. Já sofri várias contusões semelhantes à dele na minha carreira e sei que é impossível para um jogador se recuperar em uma semana.
O lateral-direito Bruno acha que o mistério feito no Parque São Jorge não passa de uma tentativa para confundir a equipe mineira. Não dá, ele não vai jogar, diz. Para Robert, o Atlético-MG está preparado para jogar contra o Corinthians com ou sem o Rincón.
Enquanto Oswaldo de Oliveira prefere deixar para a última hora para definir se escala ou não o jogador colombiano, Humberto Ramos já prepara a equipe para jogar sem o atacante Marques, que sofreu um estiramento muscular na coxa esquerda. O treinador vai promover mais um treino coletivo na manhã de hoje no Estádio do Mineirão. Ainda estou testando as minhas opções, afirma Ramos. Adriano, Curê e Lincoln disputam a vaga de Marques no ataque ao lado de Guilherme.
O clima entre os jogadores do Atlético-MG às vésperas da segunda partida decisiva é de tranquilidade. O time recebeu ontem, na Vila Olímpica, a visita do ex-centroavante Dario, o Dadá Maravilha, vestido de Papai Noel. Dario distribuiu presentes para os jogadores na esperança de ganhar mais alguns pontos na audiência do seu programa esportivo na TV Alterosa, retransmissora do SBT em Belo Horizonte.
Desde que Dario foi contratado para participar de uma mesa-redonda ao lado de um jornalista cruzeirense e outro que torce para o América, a audiência do programa subiu. Representante do Atlético, Dario vai sempre uniformizado com as cores do clube alvinegro, abusa das suas frases feitas e chega a exageros como levar um galo para participar do debate.
Corinthians Como em 1998, o Corinthians volta a decidir em casa um Campeonato Brasileiro contra uma equipe mineira. Mas, ao contrário do duelo contra o Cruzeiro no ano passado, hoje, na avaliação de Oswaldo de Oliveira, o time está em desvantagem; não só em relação aos empates, como, principalmente, no aspecto físico. O treinador vai procurar compensar isso com um trabalho motivacional.
Os tradicionais treinos táticos e físicos deram vez aos bate-papos informais, liderados, desde ontem, pela psicóloga Suzy Fleury, desligada do clube após a saída de Wanderley Luxemburgo para a seleção, no começo do ano. Vim ver como estão os meninos, disse a psicóloga, que torna-se mais uma auxiliar de Oswaldo. Neste ano jogamos 81 partidas, contra 67 do ano passado, quando fizemos uma pré-temporada de 40 dias antes da competição; o Atlético Mineiro está com os jogadores mais inteiros: isso é inegável, não uma desculpa, disse o treinador.
Oswaldo já projeta dificuldades muito maiores para o primeiro semestre de 2000, quando o time disputará o Mundial de Clubes, a Taça Libertadores, o Rio-São Paulo, o Paulista e a Copa do Brasil.
Não por coincidência, segundo Oswaldo, o fantasma das contusões musculares passaram a perseguir o time neste fim de Brasileiro. Um dos machucados, o zagueiro João Carlos, não treinou pelo manhã, fazendo com que Nenê, recuperado de uma fratura na costela, passasse a ser o favorito para formar a dupla de zaga com Márcio Costa no domingo. Rincón, outro contundido, chega hoje a Atibaia e faz um teste decisivo para saber se joga ou não.
Se a comissão técnica está preocupada com o desgaste dos jogadores, eles, ao contrário, demonstram otimismo e assumem o favoritismo. Lideramos o campeonato o tempo todo, desde a primeira rodada, e jogamos as duas últimas partidas no Morumbi; somos os favoritos ao bicampeonato, disse Edílson.





