Rivais trazem estrelas e Flu investe em promessas
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sexta-feira, 09 de janeiro de 1998
Agência Estado 
Cada vez mais a brincadeira do humorista Jô Soares se aproxima da realidade: O Fluminense? Ah, sim, aquele time que existia nas Laranjeiras... Rebaixado para a segunda divisão do Brasileiro, o tricolor se reforçou com jogadores praticamente desconhecidos para disputar o Estadual, o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil: Vanderci, Adílson, Bebeto Campos, Gil Baiano e Magno Alves. Enquanto isso, o Flamengo trouxe Romário e Zé Roberto; o Botafogo, Bebeto; e o Vasco, Luizão.
Para o presidente Álvaro Barcellos, é preferível contratar o jovem Magno Alves, do que Bebeto. O Bebeto é um jogador de 33 anos que vai custar R$ 1,6 milhão por ano ao clube e pode não corresponder, argumentou.
Segundo Barcelos, o Fluminense vai formar um time competitivo e barato, como o Internacional no Brasileiro. Esta é a filosofia do técnico Edinho: Quero mais é que os outros pensem no Fluminense como motivo de chacota, disse. O que conta é dentro do campo e lá serão 11 homens contra 11 homens.
O presidente diz que não tem recursos para contratações de impacto. O patrocínio do Fundo Oceânica e da MTV é de apenas R$ 2,4 milhões por ano. A atual administração não tem formas modernas de arrecadar dinheiro. Por isso, a oposição, com apoio do compositor Chico Buarque, ganha força e é favorita nas eleições de terça-feira.


