Rivais ficam iguais em tudo: 2 a 2
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domingo, 28 de fevereiro de 1999
Nelson Cilo 
Paulo WolfgangNo sufocoO estreante Alex subiu mais que a zaga da Portuguesa, marcou o gol que originou o empate e livrou o Londrina de um vexame, ontem à tarde, no Estádio do Café A Portuguesa Londrinense saiu em vantagem e marcou dois gols (Cambé e Reginaldo) na primeira fase, mas não conseguiu resistir à forte reação do Londrina, que chegou aos 2 a 2 já nos descontos do derby de ontem à tarde, no Estádio do Café, pelo Grupo A da Segundona paranaense. Aléssio (um dos melhores em campo) e Alex evitaram a derrota.
O Londrina sofreu até o fim para arrancar o heróico empate, comemorado como se fosse vitória. Quando o árbitro Antonio Denival de Moraes encerrou o clássico, era como se o Londrina saísse de um pesadelo.
No primeiro tempo, só deu a Lusa em campo. A equipe de Lívio Vieira nem tomou conhecimento do adversário e ditou o ritmo durante 45 minutos, explorando as investidas dos laterais Cambé e Marquinhos Santos ou as constantes inversões de Zé Roberto, Amaro, Oséias e Marcos Cruz. Na frente, Bebeto e Reginaldo se encarregaram de tumultuar a defesa do Londrina.
Aos 23 minutos, Cambé surgiu livre para completar o levantamento de Bebeto: 1 a 0. Aos 37, Zé Roberto percebeu a corrida de Reginaldo, que recebeu o lançamento para decretar 2 a 0.
O Londrina se confundia no desfigurado 3-5-2 de Comelli. Tão é que o treinador iria adotar o esquema 4-4-2 no segundo tempo, tirando o zagueiro Freitas para a entrada de Luciano na frente. Também tirou Humberto, que não estava livre de duas contusões mal curadas, para colocar Fábio Nascimento. Amarildo, ex-Matsubara, substituiu Agnaldo na ala esquerda. Os alas Gilson e Agnaldo se omitiram.
Apesar de tudo, o Londrina lutava muito, compensando a fragilidade da etapa inicial. Aos 19 minutos, enfim, Aléssio ajeitou o passe de Humberto e tocou na saída do goleiro Silvio: 2 a 1.
Já nos descontos, aos 48, Alex, de cabeça, assegurou a igualdade.
FICHA TÉCNICA


