Rivais duelam na mítica Indianápolis
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sábado, 23 de setembro de 2000
Das agências De Indianápolis, EUA 
A Fórmula 1 corre hoje no templo sagrado do automobilismo norte-americano, o circuito de Indianápolis, na 15ª etapa da temporada. A disputa não será no circuito onde corria a Fórmula Indy e hoje disputa-se a IRL, mas dentro de um traçado misto criado dentro da pista oval mais famosa do mundo. A parte final do traçado de 4.193 metros ocupa parte da curva 2 e a curva 1 inteira do oval utilizado pela Indy até 1995.
A expectativa maior ficará para o duelo entre Mika Hakkinen, da McLaren, líder com 80 pontos, e o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, vice com 78. Os Estados Unidos não sediavam uma prova da F-1 desde 1991, quando Ayrton Senna venceu a etapa de Phoenix, no Arizona. A prova terá 73 voltas. A Rede Globo mostra a corrida ao vivo, a partir das 15 horas.
A emoção de correr em um dos circuitos mais impressionantes do mundo mexeu com os pilotos da Fórmula 1. A maioria nunca havia estado no complexo de Indianápolis, diferente de tudo que conhecem. Depois de conhecer o novo traçado, não esconderam sua preocupação com a segurança. É tudo muito maravilhoso, mas as curvas 12 e 13 são mesmo perigosas, disse Rubens Barrichello.
Quem gosta de automobilismo e chega pela primeira vez em Indianápolis quase entra em transe. As instalações do autódromo transcendem a imaginação daqueles que apenas viam a pista através de imagens de TV. Nâo é só isso: Indianápolis tem uma atmosfera única, capaz de sensibilizar o mais incrédulo dos homens.
Percorrer a pé o asfalto da reta dos boxes, com as enormes arquibancadas em dois lances testemunhando o passeio, é um convite à regressão aos tempos da mítica 500 Milhas de Indianápolis, prova disputada no circuito desde 1911. Será emocionante contornar essas curvas da pista oval com um carro de Fórmula 1, espera Rubinho. O muro ao lado o preocupa. Não dá para entrar na corrida pensando nele, por isso o Felipe Giaffone (brasileiro que corre na Indy Lights) está sendo meu instrutor.
Outros dois pilotos brasileiros também estão na expectativa para a corrida de hoje: Pedro Paulo Diniz, da Sauber, e Ricardo Zonta, da BAR. Para Diniz, o maior problema será encontrar o acerto ideal para os carros. Aparentemente, a velocidade média em Indianápolis será alta, por causa da longa reta de mais de dois quilômetros. Em compensação, o miolo tem curvas bastante lentas. Não há um único circuito na F-1 que se assemelhe a este. Lembra uma combinação entre Hockenheim e Mônaco, o que dá uma idéia da trabalheira que as equipes terão no acerto dos carros, afirmou.
Se a pista será novidade para os pilotos da F-1, a expectativa a partir de hoje fica para o duelo Hakkinen e Schumacher, ainda mais que na semana que passou a Mercedes, sócia da McLaren, praticamente ordenou que David Coulthard passe a trabalhar para o tricampeonato do companheiro de equipe. Desta forma, o time anglo-germânico terá um trunfo a mais, até porque Coulthard pode ajudar muito mais Hakkinen do que Barrichello a Schumacher.
A semana também teve novidade em relação às próximas temporadas. A primeira foi que a equipe Williams anunciou a contratação do colombiano Juan Pablo Montoya, 25 anos, atual campeão da Indy. Ele assinou contrato e será um dos pilotos da equipe na temporada-2001. Montoya irá substituir o inglês Jenson Button, que foi por empréstimo para a Benetton.
Já a equipe Prost, que passa por uma grande crise, anunciou oficialmente que correrá com motor Ferrari nas duas próximas temporadas. O caminho ficou aberto agora para Pedro Paulo Diniz transferir-se da Sauber para a Prost, que está sendo reorganizada.


