Ritmo intenso
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segunda-feira, 09 de junho de 2014
Raphael Ramos<br>Agência Estado 
Curitiba - Ao contrário do que se poderia imaginar, depois de encarar mais de nove horas de voo entre Washington, nos Estados Unidos, e Curitiba, e de ter desembarcado na capital paranaense já na noite de domingo, o primeiro treino da Espanha em solo brasileiro foi realizado com ritmo intenso. Nesta segunda-feira, os jogadores ficaram por uma hora e meia no campo principal no CT do Caju, do Atlético Paranaense, e tiveram de suar bastante.
Os goleiros trabalharam separados. Depois de fazerem exercícios leve de aquecimento, os atletas de linha foram divididos pelo técnico Vicente del Bosque em três grupos - dois de sete jogadores e um de seis. Em campo reduzido, o equivalente a menos da metade do gramado, duas equipes se enfrentavam e tinham de fazer gols em pequenas traves, com menos de um metro de altura e largura.
No centro do gramado, o treinador pedia a todo instante mais velocidade na troca de passes. As "mini partidas" foram bastante disputadas, com carrinhos e divididas mais duras. Enquanto esperava a sua vez de jogar, o terceiro time fazia exercícios físicos em um canto do gramado.
Depois, Del Bosque comandou um coletivo, também em campo reduzido. O treinador misturou titulares e reservas e não deu pistas da equipe que começará jogando contra a Holanda, nesta sexta, em Salvador, pela primeira rodada da Copa. Como já havia mostrado no amistoso do último sábado contra El Salvador, em Washington, o atacante Diego Costa está recuperado da lesão que quase o deixou fora do Mundial.
PALESTRA
A primeira atividade dos jogadores da Espanha nesta segunda, pela manhã, foi uma palestra com representantes da Comissão de Arbitragem da Fifa. No encontro, foram passadas aos atuais campeões do mundo orientações sobre questões disciplinares da Copa.
Os espanhóis foram avisados de que os árbitros não vão tolerar faltas por trás e quem cometer esse tipo de infração será punido com cartão vermelho direto. Os jogadores também receberam informações sobre o uso do spray para demarcar a distância da barreira nas cobranças de falta. Apesar de esse recurso já ser utilizado no Brasil há muitos anos, ele é uma novidade para os espanhóis. A Fifa adotou o spray em suas competições apenas no Mundial de Clubes do ano passado e, desde então, passou a utilizá-lo apenas em torneios de categorias inferiores.


