Rio usará Pan como trampolim para Olimpíada
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
Folhapress 
Rio - Na terceira tentativa de receber a Olimpíada, após fracassar para os Jogos de 2004 e 2012, o Rio promete ''requentar'' projetos estruturais na cidade previstos para o Pan-Americano e relegados apenas ao papel. Tenta fazer, para 2016, o dever de casa que deixou de lado para o torneio das Américas.
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB), por enquanto, diz que ''todas as informações sobre a candidatura aos Jogos de 2016 serão anunciadas publicamente, no momento adequado''. A entidade deve se pronunciar apenas após o Pan.
As cidades têm até 15 de setembro para se inscrever no COI. O Pan termina em 29 de julho. A vencedora sairá após votação do comitê internacional, em outubro de 2009. Até agora, além do Rio, Chicago, Tóquio e Praga confirmaram candidatura. Madri, Doha e Istambul devem concorrer. Na semana passada, Nova Déli desistiu, e Roma praticamente abriu mão de continuar na disputa pelos Jogos-16.
O Rio volta à cena com idéias ''requentadas'' e outras adaptadas. O prefeito Cesar Maia anuncia o metrô sobre rodas e o corredor de ônibus ligando a Penha (zona norte) à Barra (zona oeste). As duas intervenções integravam os planos do Pan. ''A primeira etapa (do metrô) já está em licitação. Em seguida, entra a licitação do corredor T5 (Barra-Penha)'', disse Maia, por e-mail, respondendo à pergunta sobre o plano de reformulação dos transportes, lançado por ele no dia em que o Rio foi escolhido o candidato brasileiro aos Jogos-16, em 1º de setembro do ano passado.
Na ocasião, o prefeito prometeu apresentar, nos 20 dias seguintes, um projeto de reformulação do sistema de transportes em três regiões da cidade. ''Sem dúvida, o plano viário contribuirá para a candidatura do Rio'', afirmou, na época.
Pelo menos quatro projetos seriam postos em prática para o Pan. Nenhum saiu. O Transpan, transporte sobre trilhos, incluiria a ligação entre a Barra e os aeroportos Tom Jobim, na Ilha do Governador (zona norte), e Santos Dumont (centro). A linha 4 do metrô iria da Barra a Botafogo (zona sul). O primeiro trecho, da Barra ao aeroporto Tom Jobim, chegou a ter o valor estimado em R$ 1,6 bilhão. Ainda foi sugerido, como alternativa, o sistema de barcas, pela baía de Guanabara, de Botafogo aos aeroportos. A duplicação da auto-estrada Lagoa-Barra, via de acesso ao bairro da zona oeste pela zona sul, também integrava o pacote de intervenções - a obra custaria R$ 850 milhões.
Na postulação para 2016, Maia adianta que obras como o alargamento das pistas da Lagoa-Barra e o metrô até a Barra serão substituídas. ''O corredor de ônibus e a complementação da linha 1 do metrô, com integração até a Barra, ou mesmo a licitação do Jóquei (zona sul) à Barra por metrô, cobrem com folga.''


