Rio-SP: dirigentes procuram culpados por confusão
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por Renato Lameiro 
Rio, 18 (AE) - A confusão envolvendo a partida entre o Fluminense e o Vasco, pela última rodada do Torneio Rio-São Paulo provocou a troca de acusões e insinuações dos dois lados. O vice-presidente de Futebol do Tricolor, Francisco Horta, acusou o vice-presidente de Futebol do Vasco, Eurico Miranda, e o presidente da Federação de Futebol do Rio (Feferj), Eduardo Viana, de "bagunçarem o futebol carioca." Segundo Horta, foi o dirigente vascaíno quem pediu a Viana a transferência do jogo, sem consultar previamente o Fluminense. Já o supervisor de Futebol do Vasco, Isaías Tinoco, disse que "quem começou toda a confusão foi o Farah" (Eduardo farah, presidente da Federação Paulista de Futebol).
Segundo a versão de Tinoco, Farah articulou com os dirigentes tricolores e com o juiz da partida a não irem para São Januário. "Ele enviou um fax para o Fluminense e ordenou o árbitro para ir ao estádio errado." "E ele não tinha nada a ver com essa partida, que é de responsabilidade da federação do Rio", disse.
Tinoco admitiu que a Fferj errou ao não ter consultado os dirigentes do Fluminense e depois, de ter avisado o clube tardiamente sobre a mudança de local do jogo. "Mas também teve o carnaval que atrapalhou tudo", tentou justificar. "Por que o Palmeiras jogou no Palestra Itália?", questionou Tinoco, argumentando que, segundo o regulamento do torneio, os clássicos paulistas teriam que ser disputados ou no Pacaembu, ou no Morumbi. "O que houve foi uma enorme má vontade com o Vasco", acusou.
Segundo o supervisor, há duas semanas, Miranda entrou em contato com a TV Globo - patrocinadora do evento -, a Sport Promotion - organizadora da competição - e a Fferj, tentando a mudança do jogo da quarta-feira de cinzas para quinta-feira. "A Globo argumentou que não poderia fazer isso por causa da programação." "Foi então que o doutor Miranda combinou que se o Vasco ganhasse o jogo com o Santos, no sábado, em São Januário
como aconteceu, a partida com o Fluminense também seria no nosso campo", lembrou. Isso porque, segundo Tinoco, as taxas pagas pelos clubes no Maracanã são altas. "Só para abrir o Maracanã, pagamos R$ 100 mil", disse.
"Mas há um interesse comercial grande deles em jogar no Maracanã", acusou Tinoco, insinuando que os outros clubes têm ganhos com a publicidade estática do Maracanã, o que não acontece em São Januário.


