A disputa da Rio 200, segunda etapa da Fórmula Indy, marcada para o dia 25 de março, está mais do que nunca ameaçada. Depois que a prefeitura do Rio impediu, na manhã de sexta-feira, que uma comissão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fizesse a vistoria no Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, existe a possibilidade do evento ser cancelado.
A prefeitura do Rio, porém, está revendo os valores do contrato assinado com Championship Association Racing Team (Cart), entidade que organiza a Indy. Pelo documento assinado na primeira administração do prefeito César Maia, a Cart teria direito a US$ 1,2 milhão. Na gestão de Luís Paulo Conde, o valor do contrato foi elevado para US$ 5,3 milhões.
O secretário municipal de Esportes e Lazer, Ruy Cezar, promete só liberar o autódromo para a vistoria quando a Procuradoria Geral do Município, responsável pela revisão do contrato, considerar legal a alteração executada por Conde. A reclamação de Maia é a de que o a aumento do valor do contrato obrigaria a prefeitura a descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ao contrário do que poderia se supor, a não autorização para Whitting vistoriar a pista não compromete ainda mais a Rio 200. ‘‘Ele tem as plantas do que desejamos fazer na pista. Uma semana antes da prova ele vem ao Brasil e verifica tudo, como ele faz com a Fórmula 1’’, explicou na sexta-feira Daniel Pedroso. As negociações no sentido de garantir a disputa da corrida prosseguem.
A prefeitura já anunciou que desistiu do GP Brasil de Motociclismo, programado para 4 de novembro, no Rio, alegando que os custos fariam o município desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

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