Rio Grand Prix: nenhum recorde e bons confrontos
Por João Pedro Nunes
Rio, 25 (AE) - Sem nenhum recorde do torneio batido, o Rio Grand Prix Brasil de Atletismo, disputado hoje, na pista do Estádio Célio de Barros, no Rio, teve a sua estrela: o velocista brasileiro Claudinei Quirino, vencedor dos 100 e dos 200 metros rasos, que fez a festa para as cerca de 5 mil pessoas que trocaram uma manhã de sol e calor na praia pelas arquibancadas do complexo esportivo do Maracanã. O público pôde assistir também a bons confrontos. As provas do salto em distância, no masculino, e do salto triplo, no feminino
tiveram os melhores índices técnicos. O jamaicano James Beckford e o brasileiro Nélson Ferreira brigaram o tempo todo pela vitória no salto em distância. Beckford, medalha de prata na Olimpíada de Atlanta, ficou com o primeiro lugar, com a marca de 8,40 metros. Nélson terminou em segundo, com 8,20 metros - índice para o Pan-Americano de Winnipeg e para o Campeonato Mundial de Sevilha. No triplo, a búlgara Teresa Marinova e a grega Paraskevi Tsiamita superaram a checa Sarka Kasparkova, atual campeã mundial. Outra prova com bom resultado foi os 400 metros com barreiras, vencida por Samuel Matete, de Zâmbia, medalha de ouro no Mundial de Tóquio, em 1991. Matete completou a distância em 48s97, seu segundo melhor tempo nesta temporada. "Escorreguei no bloco de partida e tive de buscar o tempo perdido durante a corrida", lembra o vencedor. "Tenho certeza de que teria obtido uma marca ainda melhor se o bloco de partida não tivesse se soltado." Nas provas de meio-fundo, os quenianos dominaram. Kennedy Kimwetich e David Leley ganharam os 800 e os 1.500 metros rasos, respectivamente. No feminino, as caribenhas dominaram as provas de velocidade: Chandra Sturruo, de Bahamas, ganhou os 100 metros rasos; Merlene Frazer, da Jamaica, venceu os 200; e Andrea Blackett, de Barbados, chegou em primeiro lugar nos 400 metros com barreiras. Para o diretor-geral do torneio, Victor Malzoni Júnior, o nível técnico do torneio pode ser considerado bom. "Tivemos várias provas competitivas e a cada ano os recordes ficam mais difíceis", comenta o dirigente, vice-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). "Nos 110 metros com barreiras, tivemos vento contra, o que prejudicou o resultado." O meeting deste ano sofreu diretamente os efeitos da crise econômica do País, principalmente o da desvalorização do real. Um exemplo disso é que a competição do ano passado teve um orçamento de R$ 750 mil, ou de US$ 670 mil pelo câmbio da época. O torneio de 1999 teve uma verba de R$ 600 mil, ou cerca de US$ 350 mil. "Montamos uma competição conforme a verba que tivemos", explica Malzoni Junior. "Atendemos a todas as exigências técnicas da Federação Internacional de Atletismo", prossegue. "O importante é que garantimos a realização de novo torneio no ano que vem."





