Rio - A história se repete há oito anos. Apenas o cenário se modifica. Hoje, às 10h, Osasco e Rio disputam novamente a final da Superliga feminina. Desta vez, o palco será o Maracanãzinho, no Rio.
Com patrocinadores fortes e persistentes, as duas equipes se perpetuam como hegemônicas no cenário do vôlei feminino no país. ''É muito difícil um time chegar sem um bom investimento, sem um patrocinador forte e que dê toda a retaguarda e confiança à equipe'', reconhece Benedito Crispi, dirigente do Osasco.
Assim como nas temporadas anteriores, prevaleceram contando com a maior parte das estrelas da seleção. Ainda tiveram à disposição uma das melhores jogadoras estrangeiras da atualidade e uma veterana levantadora.
Atual campeão, o Rio ganhou um segundo patrocinador nessa temporada e conseguiu reunir no elenco Sheilla, Mari, Fabi e Juciely, todas do time nacional, além de Fernanda Venturini. Ainda conta com Natália, que não participou da campanha por conta de uma lesão.
Já o Osasco, que já tinha Thaisa, Jaqueline, Camila Brait e Adenízia, reforçou-se com Fabíola, Tandara e com a americana Destinee Hooker, eleita a melhor jogadora do Grand Prix do ano passado.
Elencos que só são possíveis graças ao orçamento turbinado. A reportagem apurou que atletas top da seleção ganham entre R$ 500 mil e R$ 800 mil por temporada.
Nenhum dos dois times revela exatamente quanto investe por ano, mas o valor chega a ser o dobro do que dispõem clubes de menor porte, como Mackenzie e São Bernardo, que, com jovens jogadoras, avançaram às quartas de final do torneio.

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