A comissão encarregada de defender a candidatura do Rio para os Jogos Olímpicos de 2004 vai atacar o terrorismo em Buenos Aires para reduzir as chances da concorrente sul-americana. ‘‘Vamos para a guerra’’, disse ontem o prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, um dos cinco integrantes da comissão. Ele embarca terça-feira para Lausanne, na Suíça, onde dois dias depois irá defender a candidatura carioca na reunião do Comitê Olímpico Internacional (COI). No encontro, o COI vai escolher as cinco finalistas entre as 11 cidades concorrentes.
A Argentina recebeu mais pontos favoráveis que o Brasil no relatório prévio da entidade sobre as condições oferecidas pelas cidades-candidatas. Uma equipe do Comitê Rio/2004 está reunindo dados para serem mostrados ao COI, na reunião de quinta-feira da semana que vem. São basicamente os registros de atentatos terroristas a cemitérios israelitas e à Embaixada de Israel em Buenos Aires. Conde afirma que irá provar também que o corredor olímpico de 15 quilômetros, proposto pelos argentinos, ‘‘é pura obra de ficção’’.
O rigoroso inverno argentino será outro aspecto negativo ressaltado, já que os Jogos são disputados tradicionalmente em junho. ‘‘Nessa época, o clima em Buenos Aires é extremamente desfavorável: úmido, frio e ventoso’’, diz o prefeito. Sem esconder sua estratégia, Conde comenta que dedicará praticamente o mesmo espaço de tempo à apresentação dos pontos positivos do Rio e das vulnerabilidades da concorrente direta.

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