São Paulo - O Rio de Janeiro e as outras três cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos de 2016 (Chicago, Madri e Tóquio) apresentaram ontem suas propostas ao Conselho Olímpico da Ásia (OCA), em um congresso celebrado em Bali, na Indonésia, e garantiram que têm condições de enfrentar a atual crise econômica. O OCA tem 45 países membros e seus votos serão importantes na eleição da cidade sede, em outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.
  A economia brasileira está em fase de crescimento e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou que o Rio tem ‘‘todo o necessário’’ para organizar os Jogos de 2016.
  O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, respaldou este comentário. ‘‘Posso assegurar que o Brasil está preparado para organizar os Jogos Olímpicos de 2016. Poder organizar este evento será uma grande honra não apenas para nós, mas para toda a América do Sul’’, disse Nuzman.
  Como a Ásia organizou os Jogos de 2008, em Pequim, e a Europa vai receber o evento em Londres daqui a quatro anos, a escolha ficaria mais entre Chicago e o Rio de Janeiro, com o favoritismo para os Estados Unidos, segundo especialistas.
  Chicago afirma que tem o apoio dos dois candidatos à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain. ‘‘Temos a sorte de que boa parte da infra-estrutura já está construida e por isto não temos muito o que construir’’, afirmou à AFP o coordenador da candidatura, Patrick Ryan. ‘‘E para as coisas que temos que construir temos muito tempo, mas ninguém pode esquecer a situação econômica global que vivemos, incluindo as outras cidades. Devemos ser conscientes disso’’, explicou Ryan.
  Madri, que também concorreu aos Jogos de 2012, qualificou sua candidatura como ‘‘segura’’ em meio à crise econômica, já que a cidade tem 70% da infra-estrutura pronta, segundo a coordenadora da campanha espanhola, Mercedes Coghen. ‘‘Nos últimos quatro anos, Madri investiu muito em infra-estrutura e transporte. Estamos preparados e não estamos preocupados com o futuro’’, disse.
  Tóquio enfrenta críticas de que teria que gastar muito dinheiro para organizar as Olimpíadas, mas o coordenador da candidatura japonesa, Ichiro Kono, não se mostrou preocupado. ‘‘Me parece que a crise econômica não terá impacto sobre nós, já que o governo de Tóquio não tem problemas financeiros e planejamos os Jogos de forma muito sensata neste aspecto’’, disse.

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