Rio apresenta suas propostas na Ásia
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
France Presse 
São Paulo - O Rio de Janeiro e as outras três cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos de 2016 (Chicago, Madri e Tóquio) apresentaram ontem suas propostas ao Conselho Olímpico da Ásia (OCA), em um congresso celebrado em Bali, na Indonésia, e garantiram que têm condições de enfrentar a atual crise econômica. O OCA tem 45 países membros e seus votos serão importantes na eleição da cidade sede, em outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.
A economia brasileira está em fase de crescimento e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou que o Rio tem todo o necessário para organizar os Jogos de 2016.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, respaldou este comentário. Posso assegurar que o Brasil está preparado para organizar os Jogos Olímpicos de 2016. Poder organizar este evento será uma grande honra não apenas para nós, mas para toda a América do Sul, disse Nuzman.
Como a Ásia organizou os Jogos de 2008, em Pequim, e a Europa vai receber o evento em Londres daqui a quatro anos, a escolha ficaria mais entre Chicago e o Rio de Janeiro, com o favoritismo para os Estados Unidos, segundo especialistas.
Chicago afirma que tem o apoio dos dois candidatos à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain. Temos a sorte de que boa parte da infra-estrutura já está construida e por isto não temos muito o que construir, afirmou à AFP o coordenador da candidatura, Patrick Ryan. E para as coisas que temos que construir temos muito tempo, mas ninguém pode esquecer a situação econômica global que vivemos, incluindo as outras cidades. Devemos ser conscientes disso, explicou Ryan.
Madri, que também concorreu aos Jogos de 2012, qualificou sua candidatura como segura em meio à crise econômica, já que a cidade tem 70% da infra-estrutura pronta, segundo a coordenadora da campanha espanhola, Mercedes Coghen. Nos últimos quatro anos, Madri investiu muito em infra-estrutura e transporte. Estamos preparados e não estamos preocupados com o futuro, disse.
Tóquio enfrenta críticas de que teria que gastar muito dinheiro para organizar as Olimpíadas, mas o coordenador da candidatura japonesa, Ichiro Kono, não se mostrou preocupado. Me parece que a crise econômica não terá impacto sobre nós, já que o governo de Tóquio não tem problemas financeiros e planejamos os Jogos de forma muito sensata neste aspecto, disse.


