Rio - A Força Nacional de Segurança assumirá o controle dos portais de raio-x nas arenas olímpicas. A medida foi anunciada ontem pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, durante evento no Rio de Janeiro. O governo havia contratado a empresa Artel para o serviço. A firma alegou dificuldades financeiras e não contratou o número previsto de operadores. Foram contratados apenas 500 dos 3.400 agentes planejados.
Segundo Alexandre de Moraes, o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), editou medida provisória que permitiu à Força Nacional incorporar PMs inativos há até cinco anos para reforçar o efetivo que atuará nos Jogos. "Com esse abandono contratual, a Artel será multada por sua incompetência e irresponsabilidade. A Olimpíada não sofrerá nenhum prejuízo porque terá a melhor PM, que vai garantir 100% a segurança dos locais olímpicos", disse.
Em 5 de julho, o Ministério da Justiça havia anunciado a contratação da empresa Artel para assumir os portais justamente porque não havia número suficiente de agentes da Força Nacional. Estava prevista a mobilização de 9.600 agentes e acabaram sendo reunidos apenas 5.000. Moraes pediu então um reforço do Estado de São Paulo, que enviou a maior equipe para o Rio de Janeiro: 1.000 agentes, que chegaram nesta quinta e sexta-feira.
Alexandre de Moraes defendeu que o Comitê Olímpico Internacional (COI) reveja o esquema de revista e raio X das arenas olímpicas. Ele lembrou que a contratação de mão de obra para esse serviço já havia falhado em Londres, em 2012, quando a empresa contratada teve de ser substituída pelas Forças Armadas. "É importante para que o COI passe a analisar esse questão. É a segunda vez que o requisito estabelecido pelo COI não é cumprido. Para as próximas Olimpíadas é bom pensar uma forma de desde o início que seja ou uma força de segurança ou uma força militar", afirmou.
O ministério tentou ainda chamar outra empresa classificada na licitação, mas que havia cobrado R$ 74 milhões para fazer o serviço e não aceitou baixar o valor para os R$ 17,5 milhões que a Artel cobraria. Coube à Força Nacional de Segurança assumir a função. "A convocação dos funcionários foi feito na última semana. Por isso o atraso não pôde ser detectado antes", disse Alexandre Moraes. Segundo ele, a empresa estava idônea. O ministro disse que serão chamados 3 mil PMs inativos há cinco anos para substituir os funcionários que seriam contratados pela Artel, que será multada e ficará impossibilitada de entrar em novas licitações com o poder público.

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