Rincón viaja contrariado
São Paulo, 13 (AE) - Rincón foi para a Bolívia contrariado. O meia tem cumprido com suas obrigações: vai treinar diariamente, participa de todos os jogos, recentemente fez uma viagens às pressas para a Colômbia para ver a mãe doente e voltou na data programada. Tudo para fazer jus ao salário de US$ 80 mil. No início do ano o dólar disparou e, consequentemente, o salário de Rincón ficou mais oneroso para o Corinthians. O clube continuou a pagar a mesma quantia de antes do aumento da moeda norte-americana. Rincón teve de reclamar muito e recebeu a promessa de que, no próximo dia 16, a diferença será depositada na sua conta.
"A diretoria fez um acordo verbal, mas não posso falar nada porque não tenho o dinheiro na conta", queixa-se o colombiano. Sua situação se arrastou nas últimas semanas deixando Rincón desanimado. "Sou profissional, faço meu trabalho corretamente mas não estou sendo remunerado como devia", ataca o jogador, que na recente visita ao seu país chegou a comentar que teria até pensando em parar de jogar.
Apesar da pendência do seu problema, Rincón procura seguir trabalhando. Ele não quis tomar atitudes mais drásticas como ficar sem jogar até ter o problema solucionado. "Entro em campo para fazer o que é a minha obrigação, o resto deixo para os dirigentes resolverem", diz.
Rincón está de volta ao Corinthians após uma rápida viagem para a Colômbia. Como seus companheiros, não conhece o Jorge Wilsterman, adversário de amanhã à noite, mas acha que o Corinthians tem de tentar decidir a vaga nesta primeira partida. "Vamos jogar para ganhar", promete.





