Santos, 09 (AE) - A proposta salarial do Santos feita ao meia Rincón foi US$ 1,2 milhão menor que a do Corinthians e mesmo assim o colombiano preferiu deixar o Parque S. Jorge. A revelação foi feita hoje pelo diretor do Departamento Jurídico do Santos, Vicente Cascioni. De acordo com o dirigente, a transferência foi uma decisão pessoal do jogador, que não queria mais defender a equipe corintiana. Cascioni diz que prefere não revelar detalhes, mas garante que a mudança de clube se deve a "problemas familiares".
Para o diretor do departamento jurídico do Santos, o Corinthians não tem como impedir a saída de Rincón, nem mesmo recorrendo à Fifa, como anunciou ontem o presidente corintiano, Alberto Dualib. Segundo Cascioni, o jogador fará o depósito dos valores referentes à multa pela rescisão do contrato e, com isso
estará liberado para trabalhar onde quiser. "O máximo que eles (os dirigentes do Corinthians) podem conseguir é adiar a apresentação dele (Rincón) no Santos. Nada além disso", afirmou.
Cascioni rebateu as acusações de Dualib, segundo o qual o clube da Baixada teria faltado com a ética, ao procurar um jogador que estava sob contrato. "Nunca vi aliciamento para se ganhar menos", argumenta ele. "Aliás, o Corinthians não pode falar nada a respeito de ética. Basta que a gente olhe os casos de Muller e Luxemburgo". Segundo Cascioni, os dois teriam sido assediados pelo Corinthians, quando tinham contrato com o Santos.

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