Rincón inocenta técnico por causa da substituição demorada
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domingo, 12 de dezembro de 1999
Por José Eduardo Savoia 
Belo Horizonte, 12 (AE) - Entre as inúmeras fatalidades que acompanharam o time principalmente no primeiro tempo, a contusão de Freddy Rincón acabou sendo fatal para o Corinthians. Sentindo uma fisgada na coxa direita desde os 11 minutos, o grande capitão corintiano pagou um preço muito alto por sua perseverença e acabou ajudando a enterrar boa parte dos sonhos do bicampeonato.
Dos 11 minutos até o momento do segundo gol atleticano, Rincón praticamente andou em campo. Sem forças para dividir as jogadas e muito menos para acompanhar o seu marcador, o colombiano foi uma presa fácil para a velocidade de Guilherme, aos 27 minutos: livre diante de Dida, o artilheiro mineiro só teve o trabalho de desviar a bola do goleiro corintiano.
Na sequência da jogada, enquanto os atleticanos comemoravam os 2 a 0, até o pacato Dida virou-se para o técnico Oswaldo de Oliveira e praticamente exigiu uma substituição, com o gesto característico girando um dedo indicador sobre o outro. Imediatamente, o treinador corintiano chamou Gilmar. Era o fim do capitão corintiano no jogo, e muito provavelmente na decisão do Campeonato Brasileiro. "Ainda vamos esperar 24 horas para examiná-lo, mas as características são preocupantes. Acho até que pode ser até pior do que um estiramento", dizia o médico Paulo de Faria, ainda no vestiário corintiano, no Mineirão.
Os momentos de agonia de Rincón fora de campo foram ainda maiores. Sem ter como ajudar os companheiros, o colombiano se transformou num simples mas impotente torcedor. Seu único momento de alívio na partida foi aos 39 minutos do primeiro tempo, quando Vampeta aproveitou bem um recúo de Marcelinho Carioca e chutou forte, de pé direito, diminuindo a vantagem atleticana. Mas logo em seguida, Guilherme fez o terceiro do Atlético e Rincón desabafou com um palavra e um tapa na própria perna. "Quando não é o dia, não adianta", desabafou com o médico corintiano.
Com uma pedra de gelo presa na coxa esquerda, Rincón acompanhou o jogo até o final do banco de reservas. E quando o árbitro Oscar Roberto de Godói encerrou a partida, o capitão colombiano fez um único comentário mas não para os jornalistas. "Apesar da derrota, acho que dá para reserter a situação".
Mais tarde, o colombiano saiu em defesa do técnico Oswaldo de Oliveira, que demorou exatos 16 minutos para substituí-lo pelo volante Gilmar. "Contra o São Paulo eu também senti mas consegui continuar. A culpa não foi dele: eu pedi para ele segurar um pouco, achando que eu conseguiria continuar no jogo, exatamente como aconteceu contra o São Paulo. Infelizmente, acabou dando tudo errado".
De sua parte, o treinador corintiano disse o que todos esperavam. "Esperei um sinal do Rincón. Infelizmente a certeza de que ele não tinha condições de continuar veio justamente no lance do segundo gol". Apesar do incidente, que acabou sendo decisiva no resultado da partida, nem Oswaldo de Oliveira e muito menos Rincón saíram do Mineirão sentindo-se culpados pela derrota. "Tentei fazer o melhor", resumiu o jogador. "Acho que não posso pagar por isso".


