O volante Rincón chegou ontem a Jarinu, depois do desentendimento com o presidente Marcelo Teixeira. Por volta das 10h30, o jogador desembarcou na cidade do interior paulista e foi examinado pelo médico do clube, seguindo direto para o tratamento por causa da dor no púbis. Rincón pretendia permanecer em Santos por conta desse problema de saúde e também por estar suspenso automaticamente no jogo de domingo, contra o Coritiba, em Curitiba. Mas, desta vez, a diretoria santista se impôs e domou o colombiano.
Mesmo acostumado a esse tipo de situação criada por Rincón, Marcelo Teixeira não aguentou a ‘‘rebeldia’’ e determinou que o atleta viajasse imediatamente, sob pena de rompimento contratual. Esse gesto é um claro indicativo de que a paciência da diretoria do Santos com o milionário time está acabando.
De um lado, o clube arca com uma folha de pagamento de aproximadamente R$ 3,5 milhões mensais e tem sido obrigado a vender jogadores e a recorrer a empréstimos para honrar esse e outros compromissos. Na outra ponta, a equipe não rende: já provocou a queda de dois treinadores este ano e amarga a 17ª colocação na Copa João Havelange.
‘‘É uma posição injustificável’’, disse o presidente Marcelo Teixeira.