Rico gastar dinheiro não é crime, diz defesa
Um único argumento novo apresentado apresentado ao júri pela defesa de José Maria Marin é o fato de ele nunca ter escondido sua conta no Morgan Stanley em Nova York. Batizada Firelli, a conta está no nome de Marin e sua mulher, Neusa. O formulário do banco mostrado aos jurados tem também a assinatura e o endereço do casal.
"Se alguém quisesse esconder dinheiro, por que colocaria numa conta nos Estados Unidos? Isso não casa com a teoria de que ele tentou esconder dinheiro", disse o advogado Charles Stillman. "Está claro que Marin e sua mulher eram os beneficiários dessa conta. Ele não tinha nada a esconder." Stillman também descartou como indícios de crime os gastos vistosos de Marin em lojas de luxo, lembrando que o cartola já era um homem abastado mesmo bem antes de assumir a direção da CBF.
"Marin era rico", resumiu. "Pessoas ricas gastam dinheiro, e fazer isso não é crime." Ele argumentou ainda que as várias transferências para a conta de Marin realizadas pelas firmas Support e Expertise, do empresário Wagner Abrahão, poderiam ser "negócios legítimos" e que afirmar que as remessas eram pagamentos disfarçados de propina era "pura especulação". Seu último ponto foi que não há provas de que Marin tenha lido o código de ética da Fifa e que não há ainda uma versão em português desse documento. A violação dos termos do regulamento, no caso, é o que embasa as acusações da Justiça americana. (Folhapress)





