O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, sonegou cerca de R$ 140 mil em imposto de renda nos anos de 1991, 1992 e 1993. Em novembro do ano passado, o dirigente foi condenado a seis anos de prisão em regime semi-aberto, em primeira instância, pelo crime de sonegação. Na próxima semana, a Procuradoria do Tribunal Regional Federal (TRF) vai dar uma parecer que será julgado pelo TRF, segunda instância. É improvável, porém, que Teixeira tenha de cumprir pena porque a morosidade da Justiça Federal deve resultar na prescrição do crime.
A dívida do dirigente com o fisco chega a R$ 402.803, com o acréscimos de juros e multa. Em janeiro, o advogado do dirigente, José Mauro do Couto garantiu que esse valor já foi pago. Ontem, ele não foi encontrado pela Agência Estado. A assessoria de imprensa da Receita Federal disse que as informações sobre o caso são sigilosas, se recusando a especificar se a dívida foi quitada.
Lei do PasseO governo deverá intervir no futebol brasileiro ainda no primeiro semestre deste ano, utilizando como principal mote a Lei do Passe, que entrará em vigor a partir do dia 26. Na próxima semana, o Ministério do Esporte e Turismo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Clube dos Treze, alguns ex-dirigentes, como João Havelange, e ex-atletas, como Pelé, começam a discutir a presença do governo no futebol.

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