As ameaças da direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de alterar os horários das partidas do meio de semana do Campeonato Brasileiro podem não passar de balela. Judicialmente, a entidade não tem poder para interferir nesse caso, já que o horário das 21h40 está previsto no contrato firmado entre o Clube dos 13 (que reúne os principais clubes do País e detém o direito sobre a competição) e a Rede Globo de Televisão.
O texto do documento firmado entre as partes é claro: ''A cessionária (Rede Globo) terá o direito de transmitir, ao vivo, através de sua rede de televisão, dois jogos em televisão aberta...'', diz um trecho. A seguir, torna explícito o horário em questão: ''...às quartas-feiras às 21h40...''
A iniciativa da CBF nada mais é do que uma tentativa de represália contra a emissora. Tudo por causa da reportagem levada ao ar na sexta-feira, no Globo Repórter, que mostrou o envolvimento do presidente da entidade, Ricardo Teixeira, em operações suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e remessa ilegal de divisas para paraísos fiscais. Coincidentemente, Teixeira tirou licença na véspera, alegando problemas de saúde.
Uma pessoa ligada ao Clube dos 13 informou que a única forma de Teixeira ''pôr o bedelho'' no acordo firmado é contar com a conivência de ambas as partes, ou seja, Clube dos 13 e Rede Globo.

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