Ricardo Teixeira passeia com o vice do Flu na França
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sexta-feira, 06 de junho de 1997
Júlio Tarnowski Jr. De Lyon, França 
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, disse ontem, durante o treinamento da tarde da Seleção do Brasil, em Villefranche, na França, que não iria fazer qualquer comentário sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva de suspender por 360 dias o Atlético Paranaense. Não posso falar sobre isso por um simples motivo. Sou o presidente da CBF, mas não estou presidente da CBF. Vocês tem que falar com o Pedro Nunes. Ele é o presidente em exercício da entidade. Eu estou aqui, na França, acompanhando a seleção, afirmou Ricardo Teixeira ao chegar ao treino. Pedro Nunes está no Rio de Janeiro.
Ricardo Teixeira disse que em nenhum outro país do mundo se chegou a uma decisão tão rápida sobre casos de corrupção no futebol. Não sei oficialmente o resultado dos julgamentos de ontem (quarta-feira). Não adianta vocês me pedirem qualquer declaração. Não adianta insistir. A imprensa carioca que está em Villefranche, acredita que o Fluminense, rebaixado para a segunda divisão, deverá ocupar o lugar do Atlético no próximo Campeonato Brasileiro. Os pernambucanos apostam que essa vaga será destinada ao Náutico, terceiro colocado na Série B do ano passado. Curiosamente o vice-diretor de futebol do Fluminense, Edgar Heargreaves, é o dirigente brasileiro convidado pela CBF para acompanhar a Seleção no Torneio da França.
Novas denúncias Sobre as novas denúncias de pedidos para que os árbitros brasileiros favorecessem o time da Argentina nos jogos classificatórios da Copa do Mundo de 1998, divulgadas pela revista Placar onde o árbitro José Aparecido de Oliveira, de São Paulo, acusa Ricardo Teixeira, o dirigente foi incisivo: Isso é brincadeira e não pode ser levado a sério. Tanto as declarações desse árbitro (José Aparecido de Oliveira), quanto a matéria da Placar são ridículas. Nem sei se ele continua apitando. É muito fantasioso ficar pensando que brasileiros e argentinos se ajudariam numa situação como essa. A rivalidade é muito grande, afirmou Ricardo Teixeira.


