O Fluminense vai mesmo disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 1997. Quem garante é o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que descartou ontem a possibilidade de haver uma virada de mesa para recolocar o tricolor das Laranjeiras na primeira divisão, da qual caiu este ano. Segundo o dirigente, o regulamento do Brasileiro tem de ser cumprido e acrescentou que um suposto acordo firmado entre os integrantes do Clube dos 13, visando ‘‘virar a mesa’’, não tem valor algum, muito menos a tal liga nacional que os clubes querem fundar no próximo ano.
‘‘Não existe liga nacional e, mesmo que seja criada tal liga sem o aval da CBF, não valerá de nada. Qual a legalidade desta liga? Não terá vínculos internacionais e não poderá disputar campeonato como a Supercopa, Libertadores ou qualquer outro’’, alertou. ‘‘Virada de mesa é uma proposta indecorosa e quem caiu vai disputar a Série B em 1997. Volto a dizer que a Liga não existe, até porque isso rasgaria o regulamento’’, afirmou Teixeira.
Em seguida, o presidente da CBF prosseguiu no assunto, demostrando até uma certa irritação:
‘‘Essa liga não será legal. Se não rebaixarmos o Fluminense, aconselho o torcedor a não comparecer aos estádios, pois aí o futebol brasileiro não merecerá que você torça. Por isso, a CBF não permitirá virada de mesa.’’
Ricardo Teixeira desconhece as acusações feitas pelo supervisor de futebol do Vasco, Isaias Tinoco, sobre uma possível propina recebida pelo árbitro goiano Marques Dias da Fonseca, para favorecer o Bahia na partida contra o Vasco, na penúltima rodada do Brasileiro. Segundo os jornais publicaram, Isaias teria dito que uma aeromoça teria visto o árbitro contando o dinheiro durante o vôo.
‘‘Não estou sabendo de nada disso. Vou conversar com o Ivens Mendes, pois acho que o Departamento de Arbitragem deve apurar isso. Caso alguém prove tais acusações, que seja imposta as punições esportivas e jurídicas’’, prometeu.
‘‘Mas garanto que o problema dos times, principalmente os do Rio, não está somente nas arbitragens e sim na incompetência técnica. Vamos olhar os problemas: a melhor maneira de esconder a incompetência é jogando a culpa nas costas dos outros’’, enfatizou Teixeira.

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