Rio de Janeiro - Terminou a encenação. Agora é oficial: o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Terra Teixeira, vai ser reconduzido ao cargo nas eleições deste ano, que provavelmente serão realizadas em julho, para um mandato de mais quatro anos. O acordo foi firmado ontem, durante a Assembléia Geral da entidade, na Granja Comary, em Teresópolis, na mesma ocasião em que o balanço financeiro de 2002 da CBF foi aprovado.
Até ontem, Ricardo Teixeira vinha despistando e afirmava que não aceitaria a reeleição, por estar ''cansado''. Mas um documento assinado por 25 dos 27 presidentes de federações estaduais de futebol explicitou apoio ao dirigente e o ''intimou'' a permanecer no cargo. ''Ele estava relutante, mas é evidente que vai atender, ou melhor, já atendeu'', disse o presidente da Federação Estadual de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Eduardo Viana, que foi o responsável por coordenar a sessão da Assembléia.
''Irreversivelmente, ele (Ricardo) é o candidato. E esta vai ser a resposta do futebol a tudo o que aconteceu, como as CPIs (do Senado e da Câmara dos Deputados)'', explicou Eduardo Viana. ''Não importa se o Ricardo vai ficar na presidência. Ele pode se reeleger, depois pedir uma licença e colocar um vice dele no cargo.''

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