Ricardo Teixeira cobra título da Seleção
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sábado, 10 de julho de 2004
Agência Estado 
Arequipa, Peru - O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tinha uma preocupação no Peru. Desmentir boatos de que havia dado 'salvo conduto' a Carlos Alberto Parreira. Teixeira disse aos jornalistas que veio até Arequipa cobrar o título da Copa América do treinador. Não importa se o time foi montado com jovens jogadores que nunca atuaram juntos.
''É o nome do futebol brasileiro que está em jogo. Não seria maluco de dizer ao Parreira: ''jogue e pode perder''. Isso é uma mentira! Sei que a seleção tem suas dificuldades, mas terá de jogar para vencer a Copa América. Vou cobrar. Aliás, já estou cobrando'', disse o presidente, logo após a partida contra o Chile.
Ricardo Teixeira comentou com amigos no Hotel Libertador de Arequipa que só se animou com o espírito de luta do time. Quer melhores atuações individuais. ''Se não deu para gostar, deu para ganhar do Chile. O time deve crescer na Copa América quando tiver conjunto. O potencial dos nossos jogadores também é alto e precisa ser colocado em prática. Não me venham com histórias que esse time é B. Colocou a camisa é Brasil e tem de jogar como Brasil'', afirmou.
O presidente só reservou elogios a um jogador. ''Para mim, a atuação do Júlio César foi maravilhosa. Ainda mais porque marcou a sua estréia na seleção brasileira. Mostrou futebol e personalidade. Estou empolgado como ele jogou bem'', declarou.
Teixeira se defendeu das acusações dos organizadores de ter dado uma 'ducha de água fria' Copa América de haver prometido levar a seleção principal e depois acabou mandando ao Peru o 'time B'. ''Eu já estou prestigiando a Copa América trazendo o Brasil até aqui. Na primeira rodada em Arequipa havia cerca de 32 mil pessoas no estádio. Vocês acham que estavam para ver o Chile, o Paraguai ou a Costa Rica? Queriam ver o Brasil. E as nossas grandes estrelas precisavam descansar para disputar as Eliminatórias. Foi a melhor decisão para o Brasil'', ressaltou.
Teixeira disse que irá enfrentar com todas as forças as federações menores da América do Sul para que a Copa América passe a ser disputada de quatro em quatro anos e não de dois em dois como acontece agora. E que valha pelas Eliminatórias.
''Na próxima reunião da Sul-Americana irei buscar o apoio da Argentina e Uruguai e propor a Copa América de uma maneira racional - que classifique para o Mundial. Os dez países da América do Sul seriam divididos em dois grupos. Classificariam os dois primeiros de cada grupo e o melhor terceiro. Ponto final. O calendário seria limpo. Duro será enfrentar essas federações pequenas que lucram em cima das grandes seleções'', disse.


