Depois de ter renunciado ao cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira ainda não abriu mão de seguir como um dos 24 membros do comitê executivo da Fifa. A entidade máxima do esporte não confirmou o desligamento do brasileiro e aguarda pelo comunicado oficial da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

O comitê é formado por membros eleitos pelas confederação regionais. No caso da Conmebol, que tem direito a quatro lugares, Ricardo Teixeira é o representante brasileiro - há ainda dirigentes de Guatemala, Argentina e Paraguai. Na carta-renúncia apresentado na terça-feira, Teixeira não mencionou sua provável saída da Fifa.

Até o momento, além de deixar a presidência da CBF, Teixeira confirmou apenas seu desligamento do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014. O dirigente está nos EUA, com a justificativa de fazer um tratamento de saúde. Na carta de desligamento da CBF, lida pelo substituto José Maria Marin, Teixeira alegou problemas de saúde para deixar o cargo, mas não entrou em detalhes.

No documento, o dirigente exaltou as conquistas obtidas durantes os 23 anos de seu mandato e afirmou ter se sentido desvalorizado depois de cada título. Ao assumir, Marin garantiu que não fará mudanças bruscas, elogiou o trabalho de Teixeira e pregou a continuidade das ações do ex-presidente.

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