Ricardo Pinto e Adilson depõem
Edmundo Inagaki
O goleiro titular do Iraty, Ricardo Pinto, e o preparador de goleiros, Adilson Coconi, compareceram no final da tarde de ontem à Federação Paranaense de Futebol (FPF) para uma ‘‘conversa reservada’’ com a Comissão de Inquérito do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que apura a denúncia de suborno envolvendo o goleiro reserva da equipe, Claudecir Roberto França, e o vice afastado do Coritiba, João Carlos Vialle.
O encontro de Ricardo Pinto e Adilson Coconi com o delegado de polícia Mário Ramos, que preside a Comissão de Inquérito, aconteceu a portas fechadas e praticamente nada foi ventilado após o encontro.
Segundo o advogado do Iraty, Marcos Malucelli, o clube só vai se manifestar oficialmente quando a Comissão de Inquérito for devidamente reconhecida pelo TJD da Federação. ‘‘Só vamos nos pronunciar quando o processo estiver legalmente instaurado’’. Malucelli não quis revelar o paradeiro das fitas cassete originais, contendo o suposto diálogo entre os envolvidos no escândalo.
A decisão do Campeonato Paranaense está sub judice, seguindo determinação do presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter.
O TJD do Paraná, que deveria ser empossado ontem, tem 15 dias para apurar os fatos. Se não for constatada irregularidade, os jogos finais serão validados. Se for comprovado envolvimento do Coritiba, o Atlético poderá ser declarado campeão, mesmo perdendo os jogos decisivos.
O presidente do Coritiba, João Jacob Mehl, disse ontem que a decisão do STJD é justa e ‘‘que os fatos têm que ser apurados’’. No entanto, Jacob afirmou que depois que um time for o campão no campo, ninguém vai deixar de reconhecer a conquista.

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