São Paulo - O atacante Ricardo Oliveira mal estreou pelo São Paulo – se tudo correr bem, jogará contra o São Caetano, sábado – e já está pensando em renovar seu contrato. Alegre com o bom retorno contra o Inter – depois da cirurgia no joelho direito –, com o ambiente e a estrutura do São Paulo, o atacante já pensa em negociar com o Bétis, dono de seus direitos federativos, para ficar no Brasil até o final do ano. Inicialmente, deve ficar até agosto.
  ‘‘Estou muito feliz aqui e quero ficar. Temos chances de continuar na Libertadores e quero fazer parte desse projeto. Um contrato de três ou quatro meses é pouco tempo e estou querendo ficar mais’’, diz o jogador, ansioso com a provável estréia. ‘‘Espero que tudo dê certo. Será ótimo estrear no Morumbi, com toda aquela torcida. Gostaria muito de fazer meu primeiro gol lᒒ, planeja.
  Para permanecer no São Paulo ele já está tomando providências também no campo pessoal. Devido a um assalto à casa de sua mãe, em Porto Feliz, distante 100 quilômetros de São Paulo, ele planeja trazê-la para a capital. ‘‘Não quero que (familiares) fiquem com medo e inseguros lá. Já coloquei a casa à venda e eles vêm para cá.’’

  Proibição – Uma derrota é normal, duas já são preocupantes, mas três seguidas para um time com o elenco do São Paulo é proibido. Esse é o pensamento dos jogadores para a partida contra o São Caetano, sábado, depois de perder para o Estudiantes, por 1 a 0, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores, e para o Internacional, por 3 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, no domingo passado.
  O goleiro Rogério Ceni, convocado para a Copa do Mundo, diz que ‘‘um time com a estrutura e com o nível de jogo que o São Paulo vem mantendo nos últimos anos realmente não pode perder duas vezes seguidas; três, então, nem pensar.’’
  O técnico Muricy Ramalho afirma que realmente, o São Paulo não é um time acostumado a perder duas vezes seguidas. ‘‘O que mais me preocupa é que perdemos jogando mal para o Inter. Isso não é desculpa, mas fizemos três viagens seguidas e isso desgasta. Agora, temos uma semana para treinar e vamos voltar a jogar bem contra o São Caetano.’’
  A última seqüência de duas derrotas do Tricolor aconteceu no início de novembro de 2005, quando perdeu para o Palmeiras ( 2 a 1), e para o Goiás (3 a 0). O time, no entanto, estava nos preparativos finais para a disputa do Mundial, no Japão. Nem no Brasileiro e no Paulista do ano passado a equipe sofreu três derrotas seguidas.

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