Miami - A atuação que os meninos da seleção Sub-23 tiveram quarta-feira contra os Estados Unidos, na semifinal da Copa Ouro vitória por 2 a 1 na morte súbita, com gol de ouro de Dirgo , deu ao técnico Ricardo Gomes mais convicção ainda de que tem um grupo especial nas mãos. Depois de jantar, já na madrugada de ontem, ele desceu para o saguão do hotel em Miami e mostrou que está cada vez mais impressionado com o que os garotos podem fazer.
''A partida que eles fizeram contra os Estados Unidos chegou a ser surpreendente. O time não se desorganizou quando ficou em desvantagem, continuou atacando, empatou a dois minutos do final e foi para cima na prorrogação. Pelas circunstâncias do jogo, foi a vitória mais marcante do trabalho que começou em janeiro no Torneio do Catar. Esses meninos jogam muito, com muita confiança. E têm maturidade'', elogiou Gomes.
Independentemente do resultado da final de domingo o adversário do Brasil seria conhecido ontem a noite, no jogo entre México e Costa Rica , o treinador se considera satisfeito por ter conseguido formar um grupo que poderá fazer bonito no Pré-Olímpico de janeiro, no Chile. ''O pessoal que veio para a Copa Ouro leva uma vantagem enorme na briga para estar no grupo que irá ao Chile. Não só pelo que fez em campo, mas também pela maneira como se relacionou na concentração. É sacanagem o que esses meninos se querem bem, o tanto que eles se entendem'', revelou Gomes.
A confiança que tem nos meninos é tão grande que ele tem certeza de que não é preciso vigiar ninguém para coibir eventuais excessos. Por isso, deu o domingo inteiro de folga para o time depois da vitória sobre a Colômbia nas quartas-de-final e liberou os jogadores das 10 às 18 horas de ontem para passear por Miami e fazer compras. ''Sei que ninguém vai beber nem se desgastar. Dei essas folgas porque não dá para levar os garotos a ferro e fogo, é preciso dar espaço para eles extravasarem um pouco depois de uma grande vitória.''
Altitude Só os efeitos da altitude podem fazer com que Ricardo Gomes mude o time do Brasil para a final da Copa Ouro. Se nenhum titular tiver problema no reencontro com os 2.300 metros de altura da Cidade do México, a equipe será a mesma que começou jogando contra a Colômbia e os Estados Unidos, ainda em Miami. ''Não tem motivo para mudar nada depois de uma atuação como a que tivemos quarta-feira. Se eu mexesse na escalação poderia até diminuir o moral do time e cortar o embalo'', justificou o técnico.
A altitude é uma preocupação para a comissão técnica. Ricardo Gomes tem certeza de que a seleção Sub-23 não conseguirá repetir o ritmo que exibiu nas duas últimas partidas, disputadas ao nível do mar.

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