Ricardinho, técnico do Paraná, tem seu primeiro grande desafio diante do Palmeiras
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Agência Estado 
A estrela do Paraná estará no banco de reservas. É o ex-meia Ricardinho, que inicia uma nova carreira, agora como treinador, e logo em seu quinto jogo na nova função já tem de enfrentar o Palmeiras. Em entrevista ao estadão.com.br, ele fala sobre o jogo contra o Alviverde, o reencontro com Felipão (com quem foi campeão mundial com a Seleção em 2002) e as dificuldades que encontra para montar a equipe.
Enfrentar o Palmeiras é o primeiro grande desafio da carreira?
Desde que resolvi assumir essa nova função, tudo tem sido um desafio. A montagem de um time, neste momento que o Paraná está passando, já é um grande desafio. Esse é só mais um momento diferente de enfrentar o Palmeiras, agora como treinador.
Enfrentar o Palmeiras, um time que sempre foi seu rival, dá uma motivação maior?
Estou começando uma nova fase na carreira. O que fiz como jogador acabou. Joguei muitas vezes contra o Palmeiras, só não o enfrentei pelo São Paulo, e minhas vitórias e derrotas ficaram para trás. Começo uma nova situação e tenho uma nova história para escrever contra o Palmeiras. Espero que seja tão boa quanto foi como jogador, mas não posso pensar no que fiz antes. A realidade é outra.
Como vai ser o reencontro com o Felipão?
Somos muito amigos. Felipão é um treinador vencedor e uma pessoa que estimo muito. Aprendi a gostar dele e do Murtosa não só como profissionais, mas como pessoas. Vai ser prazeroso logo no início da carreira ter a oportunidade de montar uma equipe para enfrentá-los.
Como você sempre teve um bom relacionamento com seus treinadores, era chamado de "leva e traz" ou "traidor". O que acha disso?
Paguei o preço de ser uma pessoa esclarecida, de alto nível e de ter questionamentos sobre as coisas do dia a dia. Quem não tem isso fica incomodado mesmo. Mas sou bem satisfeito com tudo o que fiz como jogador.
E como preparar a equipe psicologicamente para este jogo.? É um time de muitos jovens...
Verdade. Os garotos têm de entender que vamos enfrentar uma grande equipe e que a projeção é muito grande para todos que querem ter o seu espaço no futebol. É a hora de colocar para fora todo o seu potencial e saber que se o Paraná vencer todos vão crescer. Se eu fosse jovem como eles, iria aproveitar muito essa oportunidade.
O fato de o Paraná ter jogado pouco este ano atrapalha?
Se pensar na questão de treinamentos e na montagem do elenco é benéfico, mas falta ritmo de jogo porque a Segunda Divisão do Paranaense começa em maio. Fizemos quatro jogos no ano (dois contra o Luverdense e dois contra o Ceará, pela Copa do Brasil), mas os meninos estão pegando ritmo de jogo e vamos fazer um bom trabalho.
Como foi feita a montagem do elenco?
Cheguei ao clube e havia 13 ou 14 jogadores, a maioria da base. Fomos atrás de jogadores dentro das nossas possibilidades. O time é feito de garotos do clube (o lateral-direito Paulo Henrique, que jogou emprestado no Palmeiras ano passado, é um deles), jovens emprestados de outros times (como Douglas Tanque, Elias e André Vinícius, do Corinthians) e um ou outro mais experiente (o zagueiro Alex Bruno, campeão brasileiro, da Libertadores e Mundial pelo São Paulo é o mais conhecido).
Já conseguiu deixar de pensar como jogador?
Acho que em alguns momentos o treinador tem de pensar como jogador. É importante eu ter o "feeling" de um jogador atual, porque joguei até esses dias. O desgaste do vestiário, sentir se o jogador está bem ou não... Isso é algo que por eu ter vivido posso usar bem.


