Atenas - O levantador Ricardinho, que disputa sua primeira olimpíada, já está preparando um lugar especial na sua casa em Maringá para guardar a medalha olímpica. ''Seja qual for a cor dela, vou guardá-la com muito carinho. Tenho medalhas desde a época que jogava no asfalto em frente de casa com meu irmão. Já estou organizando tudo para fazer um cantinho especial lá em casa'', diz o jogador.
O nome Ricardinho é sinônimo de felicidade dentro de quadra. A cada partida, a cada vitória, o jogador parece transbordar de alegria. ''Disputar uma Olimpíada é sensacional. Estou dormindo pensando que estou longe da minha família, mas sabendo que estou onde ela queria que eu estivesse. Isso me deixa muito feliz'', comenta. ''Treinei quatro anos para estar aqui. Não sonho em disputar cinco ou seis, queria disputar uma para saber qual a sensação. E é maravilhoso'', completa.
O Ginásio Paz e Amizade, no complexo de Faliro, é mais uma motivação para o atleta. ''Entrar em um ginásio como este ajuda muito. Me deixa motivado. Vem na minha lembrança a época que eu jogava em frente de casa. Quando poderia imaginar que estaria aqui, num ginásio maravilhoso como este, deste tamanho.''
Segundo o jogador, embora a seleção tenha vencido todas as partidas que jogou no torneio olímpico até agora, o perigo está nos três últimos jogos.''Precisamos nos concentrar e apresentar um bom voleibol. Seria uma pena sairmos daqui sem esta tão sonhada medalha. Este time tem evoluído muito e tem em o hábito de jogar um voleibol alegre, de motivação'', define.
Bernardinho encara a equipe da mesma forma. ''Alegria é uma característica do Brasil. Eles só sabem jogar assim. Se a equipe não jogar dessa maneira, não consegue jogar. Por isso tem que ter essa felicidade, esta alegria'', completa o treinador.

mockup