Ricardinho sonha calado com a seleção
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 21 (AE) - Ao contrário de seus companheiros Marcelinho e Edílson, que reivindicam um lugar na seleção brasileira, Ricardinho, apontado como o "motor" do meio-de-campo do Corinthians, não tem pressa em vestir a camisa verde e amarela. "Tudo acontece no momento certo; estou fazendo meu trabalho e minha vez vai chegar", afirmou o jogador.
O meia corintiano considera uma disputa "bastante difícil" para chegar à seleção, pois na sua posição atuam Rivaldo, eleito o melhor jogador do mundo, e Alex, um dos destaques da seleção no Torneio Pré-olímpico. "São grandes jogadores, que estão em grande fase; mas no futebol, tudo é cíclico." Prestes a completar 24 anos em maio, Ricardinho lamenta não poder participar da seleção pré-olímpica, que exige, no máximo, 23 anos. "Por pouco que deu", disse. "Mas para 2002 poderei estar no auge, tomara", brincou. O jogador não acredita que possa acontecer com ele o que já ocorreu com outros grandes jogadores do passado, como Dirceu Lopes, do Cruzeiro, e Ademir da Guia, do Palmeiras, que não tiveram chances na seleção por atuarem na mesma posição de Pelé e Rivellino. "Os tempos são outros; atualmente a seleção joga muitas vezes no ano e as oportunidades acabam surgindo."
Ricardinho lidera o ranking de assistências da equipe. Só contra o Santos, na goleada, por 5 a 1, foram dois passes certeiros para os gols de Marcelinho. "O entrosamento que a equipe tem acumulado nos últimos dois anos e três meses ajuda muito para o meu rendimento." Esta temporada é apontada por Ricardinho como decisiva em sua carreira. "Estamos defendendo o título mundial dentro de uma Libertadores e uma nova conquista será importante para ganhar credibilidade tanto dentro como fora do País", disse o jogador, que chegou ao Corinthians em 1998, vindo do francês Bordeaux.


